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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Toque feminino garante a segurança da Copa do Mundo Sub-20

Diga a qualquer colombiano que você passará alguns dias em Medellín e ele falará imediatamente que lá se encontram as mulheres mais bonitas do mundo. Confirmar a veracidade desta afirmação não é tarefa fácil, mas uma coisa é certa: muitas mulheres da cidade chamam a atenção, principalmente a dos espectadores da Copa do Mundo Sub-20 da FIFA Colômbia 2011.


A segunda maior cidade do país adotou um sistema peculiar para garantir a segurança no Estádio Atanásio Girardot: mais de cem policiais são mulheres, das quais 40 fazem parte da unidade de polícia montada. "São todas policiais de formação, mas também foram recrutadas devido ao gosto pela equitação", explicou o tenente-coronel Mauricio Cartagena Urueña, oficial da Polícia Nacional responsável pela segurança do estádio de Medellín. "Há cada vez mais mulheres na polícia colombiana, mas esta é a primeira vez no país em que é criada uma força-tarefa deste tipo, exclusivamente feminina." 

De acordo com o oficial, este charme a mais é a chave para o sucesso do controle da torcida. "Com uma equipe de mulheres, diminui a distância entre o público e a polícia e caem algumas barreiras, o que facilita os relacionamentos e acalma os nossos torcedores", afirmou, antes de acrescentar que elas não se esquecem em nenhum momento da tarefa que foram exercer no estádio. "Por outro lado, se uma intervenção se tornar necessária, as policiais têm a força, o caráter e o treinamento para intervir."

No entanto, as amazonas de Medellín não precisaram montar nos grandes cavalos para garantirem a segurança. Tudo ocorre normalmente, e a presença delas não causa estranheza aos torcedores. "Ainda não tivemos nenhum problema, até porque se trata de um ambiente festivo", disse a tenente Lina Lozano Espinoza, que comanda uma equipe de cinco policiais da guarda montada. "A experiência tem sido ótima, e acreditamos que seja assim nos dois sentidos. Valorizamos a nossa atividade, e o público reage muito bem à nossa presença."

Para explicar esta aceitação por parte dos torcedores sul-americanos, Lina lança mão de um pouco de psicologia. "A nossa presença dá mais confiança aos espectadores, já que conversar ou receber instruções de uma mulher evoca, sem dúvida, uma imagem da mãe, da filha ou da companheira", analisou do alto do seu cavalo. "A consideração com as mulheres e a estatura do cavalo impõem respeito. Isto proporciona outra maneira de comunicação, o que deixa o público mais atento."

Os frequentadores do Estádio Atanasio Girardot devem começar a se acostumar com a ideia, pois a experiência deverá continuar nos jogos do campeonato nacional. "Esta unidade foi criada especialmente para o Mundial Sub-20 e recebeu treinamento específico durante seis meses, mas o objetivo é poder contar com ela em todas as partidas e todos os eventos que sejam tão importantes quanto uma Copa do Mundo", declarou o tenente-coronel Cartagena Urueña. "A resposta do público tem sido muito boa. O respeito e a simpatia dos torcedores com as policiais são recíprocos. Vamos dar continuidade ao desenvolvimento deste esquadrão aqui em Medelín e talvez em todo o país."

A notícia é boa tanto para o futebol colombiano quanto para o de outros países da América do Sul que de vez em quando enfrentam problemas de violência nos estádios. "Os torcedores, mesmo os que não são desordeiros, às vezes agem de maneira violenta quando estão em grupo, é algo de cultural no esporte", constatou Lina. "Não sei se haveria menos problemas no futebol se apenas mulheres fizessem a segurança, mas talvez tivéssemos um pouco mais de delicadeza e calma."

Fonte: Fifa

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mulheres ganham espaço no setor de segurança privada

A imagem de seis guarda-costas femininas no cortejo de posse da presidente Dilma Rousseff fez crescer a procura pelos cursos de segurança pessoal. Desde janeiro, um número ainda maior de mulheres passou a frequentar os cursos de formação, diz o consultor Clayton Magno. 

Segundo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo Sesvesp, a procura de mulheres pelos cursos de capacitação aumentou 40% nas academias paulistanas nos últimos cinco anos. Elas já representam 15% dos inscritos.

Mulher protegendo mulher é tendência, afirma José Jacobson Neto, diretor do Sesvesp. De olho nesse nicho, Silvana Barbosa, 37, fez sua matrícula em um curso de formação de vigilante há três anos. Eu me identifiquei com a profissão. Silvana abandonou a faculdade de ciências contábeis e o escritório onde ganhava R$ 1.800 por mês. Não se arrependeu da troca.

Há dois anos, é contratada da GP Segurança e faz escolta para mulheres e filhas de industriais e usineiros. Chega a tirar R$ 8 mil por mês. 24 HORAS No papel de anjos da guarda, elas estão na cola das protegidas 24 horas. A proteção chega ao extremo de a agente ser matriculada na faculdade da filha do cliente para escoltá-la na aula. Elas são as preferidas também daqueles que não querem que a intimidade de suas famílias seja invadida pela clássica figura do segurança fortão e cheio de marra.

Quando optam por homens para fazer a proteção das mulheres da casa, muitos clientes pedem que o profissional seja evangélico e casado, diz Kaiser Santos, da ZCpos. O guarda-costas bonitão é escalado para executivas solteiras, por exemplo. Algumas pedem um cara boa pinta para exibir para as amigas, conta Ubiratã Fernandes, da Angels.

Nos últimos cinco anos, o empresário viu uns quatro agentes trocarem a função de segurança pela de patrão, ao se envolverem emocionalmente com as clientes. Mas são exceções, garante. O perigo do convívio diário é o guarda-costas achar que já faz parte da família. Se o profissional vira amigo ou assessor, deixa de ser segurança, critica Magno. Por isso, o ideal é trocar a equipe de escolta a cada dois anos. No dia a dia também são exigidas qualidades como paciência e discrição.

Fonte: Folha de S. Paulo

Governo decide acabar com fator previdenciário

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, pretende concluir até o fim de setembro uma proposta de substituição do fator previdenciário — mecanismo criado pelo governo Fernando Henrique, em 1999, cujo objetivo era incentivar o trabalhador a adiar a aposentadoria. 

Três alternativas estão em discussão: estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria, elevar o prazo mínimo de contribuição e uma fórmula que contemple essas duas variáveis. O governo desistiu, no entanto, da fórmula 85/95, sob o argumento de que ela não fecha a conta (85 é a soma da idade com o tempo de contribuição para mulheres e 95 é a soma aplicada aos homens). A discussão caminha para a fórmula 95/105.

O pressuposto básico do projeto é que os cofres da Previdência não podem ter prejuízo com o substituto do fator previdenciário. De 1999 até 2010, o fator permitiu economia de R$ 31 bilhões. Neste ano, a conta deve ser de R$ 9 bilhões. Mas os estudos do governo mostram que o fator tem apresentado efeito maior em reduzir o valor do benefício do que em adiar a aposentadoria, segundo informou ontem o secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Guimarães.

Mesmo com o fator, o homem está se aposentando, em média, aos 54 anos e a mulher, aos 51,5 anos. “As pessoas veem apenas o curto prazo. O fator corta 30% do valor do benefício, em média, mas elas continuam trabalhando e a aposentadoria é vista como um complemento da renda. Só quando perdem a capacidade laboral elas sofrem com a decisão que tomaram”, explicou, durante depoimento em audiência pública na Câmara.

A avaliação do governo é de que o fator é um motivo de intranquilidade para o trabalhador, pois muda todo ano com as tabelas de expectativa de vida do IBGE. Por isso, gostaria que seu substituto fosse definido em comum acordo com as centrais sindicais. As discussões prosseguem, mas ainda estão longe do entendimento. As centrais não querem uma idade mínima para requerer aposentadoria, com o argumento de que os mais pobres começam a trabalhar mais cedo e, por isso, contribuiriam mais. Técnicos do governo consideram que apenas elevar o prazo de contribuição (de 35 para 42 anos, no caso dos homens, e de 30 para 37, no das mulheres) beneficiaria quem começa a trabalhar mais cedo.

A alternativa seria uma fórmula que contemplasse as duas variáveis: aumento da idade para requerer aposentadoria e do tempo de contribuição. O projeto de Garibaldi será entregue à presidente Dilma no fim de setembro para que ela o envie ao Congresso.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Previdência contesta juros de atrasados

O INSS não quer mais pagar os juros das ações de benefícios por invalidez. Segundo o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a Previdência quer alterar a maneira como são feitos hoje os cálculos das correções e, com isso, ainda não liberou a grana para os 5.272 segurados que ganharam, neste ano, o direito a receber os atrasados (diferenças não pagas nos últimos cinco anos).

Normalmente, o órgão divide os pagamentos em até cinco meses --até setembro. Mas, até ontem, nenhum segurado havia recebido a grana --com valor superior a R$ 27.900.

Hoje, os juros começam a contar a partir do momento em que a ação transita em julgado (quando o juiz emite a decisão final sobre o processo) e são cobrados do INSS até o depósito do valor na conta do segurado. Esse período dura, em média, 18 meses.


Fonte: Paula Cabrera/Agora 

Trabalhadores buscam recuperação de valores na Justiça

Muitos beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) já não estão esperando o Congresso decidir pelo fim do fator previdenciário para recuperar benefícios perdidos com a legislação. Existem casos de segurados que vão à Justiça para buscar os valores integrais de suas aposentadorias.

Segundo o advogado Guilherme de Carvalho, presidente do escritório G Carvalho Sociedade de Advogados, de São Paulo, a lei do fator previdenciário é inconstitucional e diversos juízos concedem pareceres favoráveis. "As sentenças são positivas porque a fórmula vai contra o que prevê o Regime Geral e a Constituição. Neles, os requisitos são o tempo de contribuição e a idade, e no fator, há a inclusão da expectativa de vida que contribui para a redução da aposentadoria", explica.

Segundo Carvalho, o INSS não pode se basear na expectativa de sobrevida para calcular um benefício, pois em cada região há uma média. "Além de inconstitucional, o fator também é injusto". O advogado cita como exemplo um caso que o aposentado ganhava R$ 1.240,57 e o valor devido seria R$ 2.363,03. "O fator previdenciário fez com que o segurado ganhasse R$ 1.122,46 a menos. A lei é uma forma de fazer com que o trabalhador fique mais tempo na ativa e se aposente mais próximo da expectativa de sobrevida."

De acordo com advogado especialista em direito previdenciário Daisson Portavona, existem muitas demandas na Justiça contra o fator, e algumas delas o declaram inconstitucional, mas nenhuma teve resultado final nos tribunais superiores. "Há decisões dizendo que o fator não poderia incidir nas aposentadorias proporcionais, o que concordo, pois foi criado um sistema próprio para esta relação em face à sua extinção e, portanto, ele só incidiria sobre a regra permanente", lembra o especialista.

Outras decisões judiciais buscam afastar a correção sobre a média dos salários. Além disso, há casos em que a Justiça determinou que seja aplicada a expectativa de vida do homem (que é menor, e portanto, dá um percentual maior em favor do segurado) para a fórmula e não a média entre homem e mulher, que pode gerar uma diferença de 3% no cálculo. "Podemos ver que ainda não há uma posição uniformizada pelos tribunais superiores e a matéria não é de fácil solução", comenta.

Para a advogada Gisele Borges Fortes, seria justo apenas excluir o fator previdenciário do cálculo do benefício de aposentadoria e assim preservar o direito dos trabalhadores à aposentadoria integral que a constituição prevê. "Mas outras questões, como o regime de repartição simples utilizado hoje e os próprios critérios para a aposentadoria (idade mínima, por exemplo), devem ser analisadas e definidas", afirma.


Fonte: Marcelo Beledeli/JC

Com o fim do fator previdenciário faz governo estudar nova contabilidade

O fim do fator previdenciário faria parte de um pacote mudanças na contabilidade da Previdência Social, a fim de encontrar uma solução para os problemas de déficit enfrentados há muito tempo na área.

O governo quer cortar, por exemplo, pensão dada à família de segurado que não tenha contribuído pelo menos 12 meses para a Previdência. Viúvos e viúvas com menos de 35 anos também receberiam pensão por um prazo limitado, de dez anos, e não pela vida inteira como é hoje.
No entanto, a proposta que deve ter maior influência nas contas governamentais é a que prevê que o resultado no setor rural passe a ser contabilizado em separado da previdência urbana. Hoje, o Ministério da Previdência faz essa distinção, mas o Tesouro Nacional não. A importância da medida deve-se à diferença de resultados entre os sistemas.

Em 2010, a previdência do setor urbano fechou o ano com superávit de R$ 14,9 bilhões, 77% a mais que em 2009. A receita foi de R$ 212,6 bilhões e a despesa com pagamento de benefícios, de R$ 197,7 bilhões. Já no campo a situação é inversa. A previdência rural registrou déficit de R$ 52 bilhões no ano passado. A arrecadação foi de R$ 4,9 bilhões, apenas 0,3% maior que a registrada em 2009. Porém, as despesas com pagamento de benefícios foram de R$ 55,3 bilhões, um crescimento de 7,3% sobre os gastos do ano anterior. Com isso, o resultado conjunto da Previdência Social em 2010 foi de déficit de R$ 44,3 bilhões.

Em 2011, apenas de janeiro a maio, o sistema urbano teve superávit de R$ 4 bilhões. Esse segmento vem apresentando bom desempenho graças ao aumento do emprego formal e aos ganhos salariais impulsionados pelo crescimento da economia. No rural, porém, a conta foi deficitária em R$ 21,8 bilhões, o que resultou num déficit do sistema de R$ 17,8 bilhões. A maior parte dos aposentados no setor rural contribuiu pouco ou nada para o sistema, diferente dos segurados da área urbana.

Pela proposta do governo, ficaria com a área da Fazenda a maior renúncia de receitas previdenciárias, a do Simples Nacional. As micro e pequenas empresas inscritas no programa recolhem menos INSS do que fariam se estivessem no regime contábil tradicional. Microempresas na área de comércio, por exemplo, quitam todos os tributos recolhendo 4% de seu faturamento. O Simples produziu uma renúncia de receitas previdenciárias de R$ 4,7 bilhões de janeiro a maio deste ano.

Fonte: 
Marcelo Beledeli/JC

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Maioria dos universitários lê de um a quatro livros por ano

A maioria dos universitários brasileiros lê em média de um a quatro livros por ano, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir de dados da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior).

Na Universidade Federal do Maranhão, 23,24% dos alunos passam o ano sem ser um livro. Já na federal do Rio Grande do Sul, 22,98% leem mais de dez (veja mais dados no quadro ao lado).

A base para o levantamento foi uma pesquisa realizada pela Andifes com 19.691 estudantes de universidades federais do país. Foram levantados dados sobre leitura, frequência à bibliotecas e uso de fumo, álcool e drogas ilícitas.

Segundo a pesquisa, na federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), mais de 98% frequentam a biblioteca, e 75,5% dos estudantes são mulheres.

Os alunos da federal de Ouro Preto (MG) são os que mais bebem (29%) e fumam (9,63%). O uso de drogas ilícitas é maior na Universidade Federal de Santa Catarina (9,85%).