O Brasil precisa se apressar para não correr riscos em relação à segurança do Mundial de 2014. Este foi o recado dado por Mohammed Hanzab, presidente do Centro Internacional para Segurança no Esporte (ICSS).
– Começar tarde (os preparativos de segurança) pode causar muitos problemas – afirmou Hanzab, durante painel realizado nesta terça-feira, durante o segundo dia da Soccerex.
Membro dos comitês de segurança das duas últimas Copas (2006 e 2010) e do Mundial feminino deste ano, Heinz Palme reforçou a necessidade de planejamento.
Para ele, um bom esquema de segurança para um grande evento passa não só por treinamento de pessoal e aquisição de equipamentos, mas também por ações simples. Palme citou o exemplo da Copa de 2006, na Alemanha, em que o combate à violência incluiu farta informação para os torcedores e uma campanha anti-racismo.
No caso de um país que voltará a receber um Mundial após 64 anos, o especialista alemão recomendou minimizar novas práticas, aplicando metodologias já aprovadas.
– Estamos em contato com o Brasil e tivemos um bom retorno do que se pensa para essa questão. Especialistas podem contribuir, apesar de a maior responsabilidade ser das autoridades locais. Mas há dois anos pela frente para se trabalhar isso – disse Palme.
Fonte: O Povo Online
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Especialista cobra agilidade na segurança da Copa-14
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Ministério treina 53 mil para segurança na Copa
O Ministério da Justiça anunciou na última semana um programa para capacitar 53 mil policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, bombeiros e outros profissionais de segurança pública para atuarem na Copa de 2014 e demais eventos que o Brasil sediará. Cada profissional deverá participar de dez treinamentos diferentes em programas que serão desenvolvidos por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge).
Os 40 cursos (20 presenciais e 20 a distância) serão realizados entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013. Os instrutores responsáveis pela formação serão profissionais de segurança pública selecionados, com notório conhecimento nas temáticas. No primeiro semestre de 2014, todos os capacitados passarão por uma atualização em EAD, que vai conferir a Certificação Copa 2014. As atividades a distância serão desenvolvidas por meio da Rede de Ensino a Distância (EAD) da Senasp.
Já os cursos presenciais serão realizados nos Centros de Apoio para a Capacitação (CAPCs), instalados nos Institutos de Ensino de Segurança Pública (academias, centros de formação, etc) de cada uma das instituições (Polícia Militar, Polícia Civil e Bombeiro Militar) dos estados-sede. A Senasp também terá um centro de capacitação, em virtude da atuação da Força Nacional de Segurança Pública.
Os estados selecionarão os servidores de segurança pública e acompanharão o desempenho dos profissionais, assegurando que eles atuarão durante os eventos.
O primeiro curso, de negociador, terá início em dezembro de 2011. Serão treinados 120 especialistas nos centros de aperfeiçoamento das polícias militares nos estados de São Paulo, Bahia e Paraná e nas polícias civis de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. O número de final de profissionais dos estados a serem capacitados será definido proporcionalmente ao efetivo de cada corporação.
Por meio da Força Nacional, a Senasp capacitará 90 especialistas no tema Condutor de Cão de Faro (drogas e explosivos) e multiplicadores nas temáticas “Atendimento a Múltiplas Vítimas” (30 vagas) e “Controle de Distúrbios Civis” (90).
A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) faz parte do Ministério da Justiça e foi criada para coordenar as ações do governo federal para a segurança da Copa de 2014, da Copa das Confederações e de outros eventos indicados pela Presidência da República. A Sesge vai desenvolver políticas de segurança, capacitar profissionais e adquirir equipamentos de alta tecnologia que serão usados nos estados para os grandes eventos.
Informações no site www.mj.gov.br
Os 40 cursos (20 presenciais e 20 a distância) serão realizados entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013. Os instrutores responsáveis pela formação serão profissionais de segurança pública selecionados, com notório conhecimento nas temáticas. No primeiro semestre de 2014, todos os capacitados passarão por uma atualização em EAD, que vai conferir a Certificação Copa 2014. As atividades a distância serão desenvolvidas por meio da Rede de Ensino a Distância (EAD) da Senasp.
Já os cursos presenciais serão realizados nos Centros de Apoio para a Capacitação (CAPCs), instalados nos Institutos de Ensino de Segurança Pública (academias, centros de formação, etc) de cada uma das instituições (Polícia Militar, Polícia Civil e Bombeiro Militar) dos estados-sede. A Senasp também terá um centro de capacitação, em virtude da atuação da Força Nacional de Segurança Pública.
Os estados selecionarão os servidores de segurança pública e acompanharão o desempenho dos profissionais, assegurando que eles atuarão durante os eventos.
O primeiro curso, de negociador, terá início em dezembro de 2011. Serão treinados 120 especialistas nos centros de aperfeiçoamento das polícias militares nos estados de São Paulo, Bahia e Paraná e nas polícias civis de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. O número de final de profissionais dos estados a serem capacitados será definido proporcionalmente ao efetivo de cada corporação.
Por meio da Força Nacional, a Senasp capacitará 90 especialistas no tema Condutor de Cão de Faro (drogas e explosivos) e multiplicadores nas temáticas “Atendimento a Múltiplas Vítimas” (30 vagas) e “Controle de Distúrbios Civis” (90).
A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) faz parte do Ministério da Justiça e foi criada para coordenar as ações do governo federal para a segurança da Copa de 2014, da Copa das Confederações e de outros eventos indicados pela Presidência da República. A Sesge vai desenvolver políticas de segurança, capacitar profissionais e adquirir equipamentos de alta tecnologia que serão usados nos estados para os grandes eventos.
Informações no site www.mj.gov.br
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Cresce 14% a terceirização de serviços de segurança em 2011
A Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 movimentam a economia brasileira e favorecem diversos setores, como o de segurança, principalmente nas cidades sede do evento, como Rio e São Paulo.
Segundo o diretor da Unidade de Negócios Imobiliários do GRUPO GR, Alexandre Felix Ximenes, o setor de segurança começa ter grande procura com a chegada desses grandes eventos no Brasil. Com mais investimentos e recursos circulando nas grandes metrópoles, empresas privadas começam a buscar empresas de terceirização de segurança para ter mais garantia de proteção de seus patrimônios.
“O cenário é de expansão, pois o segmento de Segurança Privada surge como uma opção, atuando em conformidade com as leis e contribuindo com a segurança efetiva de pessoas e patrimônios. A previsão é que o setor cresça14% este ano em relação ao ano passado; com faturamento de R$ 15 bilhões”, ressalta Ximenes.
Dados do setor de segurança privada:
- Vigilantes no Brasil (2011): 539.979 – homens e mulheres
- Empresas especializadas em segurança no Brasil (2011): 1.498
- Estimativa de empresas clandestinas: de 3 mil a 4 mil
Segundo o diretor da Unidade de Negócios Imobiliários do GRUPO GR, Alexandre Felix Ximenes, o setor de segurança começa ter grande procura com a chegada desses grandes eventos no Brasil. Com mais investimentos e recursos circulando nas grandes metrópoles, empresas privadas começam a buscar empresas de terceirização de segurança para ter mais garantia de proteção de seus patrimônios.
“O cenário é de expansão, pois o segmento de Segurança Privada surge como uma opção, atuando em conformidade com as leis e contribuindo com a segurança efetiva de pessoas e patrimônios. A previsão é que o setor cresça14% este ano em relação ao ano passado; com faturamento de R$ 15 bilhões”, ressalta Ximenes.
Dados do setor de segurança privada:
- Vigilantes no Brasil (2011): 539.979 – homens e mulheres
- Empresas especializadas em segurança no Brasil (2011): 1.498
- Estimativa de empresas clandestinas: de 3 mil a 4 mil
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Justiça faz estatuto para segurança privada
O Ministério da Justiça está preparando projeto de lei com um estatuto da segurança privada, informou na última segunda-feira o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo ele, é preciso criar novos critérios para as empresa de vigilância e garantir uma fiscalização mais eficaz sobre o segmento.
“É de fundamental importância que a gente corrija situações que hoje existem. Temos empresas que atuam sem o mínimo de capacitação técnica, dificultando inclusive a fiscalização. Temos que dar um balizamento normativo muito claro em relação ao que pode e ao que deve fazer a vigilância privada. Temos que ser bastante rigorosos no treinamento daquelas pessoas que atuam em vigilância privada. E temos que aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização sobre essa atividade”, disse.
Um texto preliminar preparado pela Polícia Federal, órgão responsável pela fiscalização da segurança privada no país, está sendo analisado pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. O projeto ainda será encaminhado à Presidência da República e, posteriormente, ao Congresso Nacional, para ser aprovado.
“A segurança privada tem um papel importante, mas tem que ser um papel muito bem marcado por regras, por normas e por condições que possam fazer dela uma atividade segura e bem fiscalizada pelo Poder Público”, acrescentou.
“É de fundamental importância que a gente corrija situações que hoje existem. Temos empresas que atuam sem o mínimo de capacitação técnica, dificultando inclusive a fiscalização. Temos que dar um balizamento normativo muito claro em relação ao que pode e ao que deve fazer a vigilância privada. Temos que ser bastante rigorosos no treinamento daquelas pessoas que atuam em vigilância privada. E temos que aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização sobre essa atividade”, disse.
Um texto preliminar preparado pela Polícia Federal, órgão responsável pela fiscalização da segurança privada no país, está sendo analisado pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. O projeto ainda será encaminhado à Presidência da República e, posteriormente, ao Congresso Nacional, para ser aprovado.
“A segurança privada tem um papel importante, mas tem que ser um papel muito bem marcado por regras, por normas e por condições que possam fazer dela uma atividade segura e bem fiscalizada pelo Poder Público”, acrescentou.
Fonte: Da Agência Brasil
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Armas não letais: quando usá-las?
Assunto pulsante no setor de segurança privada e pública, as armas não letais oferecem a possibilidade de conter situações de exaltação sem o risco de morte ou ferimentos graves. Entre os principais artefatos estão o gás lacrimogênio, o spray de pimenta, a tonfa e o taser.
No Brasil, o uso de armas não letais arranca opiniões divergentes com relação à eficácia do equipamento e a real necessidade da utilização. Irenaldo Pereira Lima, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no Distrito Federal (SINDESP/DF), diz que a implantação desse tipo de arma deveria ter sido feita há muito mais tempo. “Sou a favor das armas não letais, mas para todo tipo de equipamento não letal, deve-se ter um treinamento específico”, ressalta.
Nas empresas de segurança privada, nem todos os equipamentos não letais podem auxiliar no exercício da atividade. Por se tratar de segurança patrimonial, são poucos os artefatos que se adéquam à função do vigilante. “Seja para residências, empresas ou comércio é necessário um plano de segurança adequado para que possamos identificar o emprego e/ou tipo de arma para aquele estabelecimento”, explica Irenaldo.
A segurança privada é uma atividade que trata de medidas de proteção para corporações ou indivíduos nos limites permitidos pela legislação que rege o assunto. “Optar por profissionais que atuem de acordo com a lei é o primeiro passo para garantir que o serviço seja executado com responsabilidade”, diz o presidente.
Sobre as armas não letais
As primeiras aplicações conhecidas datam de 2000 anos atrás, quando os chineses usaram pimenta para cegar temporariamente as tropas oponentes. Outro episódio da história conta com a participação das armas não letais, em 428 a.C. os espartanos, com o apoio dos vapores de enxofre, de betume e, mais tarde, com a mistura inflamável conhecida como “fogo grego”, sufocaram soldados inimigos.
No Brasil, o uso de armas não letais arranca opiniões divergentes com relação à eficácia do equipamento e a real necessidade da utilização. Irenaldo Pereira Lima, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no Distrito Federal (SINDESP/DF), diz que a implantação desse tipo de arma deveria ter sido feita há muito mais tempo. “Sou a favor das armas não letais, mas para todo tipo de equipamento não letal, deve-se ter um treinamento específico”, ressalta.
Nas empresas de segurança privada, nem todos os equipamentos não letais podem auxiliar no exercício da atividade. Por se tratar de segurança patrimonial, são poucos os artefatos que se adéquam à função do vigilante. “Seja para residências, empresas ou comércio é necessário um plano de segurança adequado para que possamos identificar o emprego e/ou tipo de arma para aquele estabelecimento”, explica Irenaldo.
A segurança privada é uma atividade que trata de medidas de proteção para corporações ou indivíduos nos limites permitidos pela legislação que rege o assunto. “Optar por profissionais que atuem de acordo com a lei é o primeiro passo para garantir que o serviço seja executado com responsabilidade”, diz o presidente.
Sobre as armas não letais
As primeiras aplicações conhecidas datam de 2000 anos atrás, quando os chineses usaram pimenta para cegar temporariamente as tropas oponentes. Outro episódio da história conta com a participação das armas não letais, em 428 a.C. os espartanos, com o apoio dos vapores de enxofre, de betume e, mais tarde, com a mistura inflamável conhecida como “fogo grego”, sufocaram soldados inimigos.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Alta demanda muda perfil de vigilantes
A procura crescente por serviços de segurança privada fez surgir um novo perfil de profissional. Ao contrário do que ocorria em tempos passados, eles não são mais, necessariamente, altos, jovens e fortes. Agora, há espaço também para agentes grisalhos, acima do peso e para os desprovidos de montanhas de músculos.
Uma realidade que preocupa, entretanto, é que também tem ingressado no mercado homens e mulheres nem tão bem preparados para desempenhar suas funções. Ao mesmo tempo em que a exigência física mudou para que mais agentes pudessem ser formados como meio de suprir o aumento da demanda, o rigor em sua capacitação técnica e psicológica, apontam especialistas no ramo, também teve de ser diminuído.
Sob a condição de não ser identificado, um vigilante conta que, em cinco anos de atuação no ramo, já teve conhecimento de casos em que seguranças armados discutiram e destrataram clientes de bancos da cidade.
Além de agências bancárias, agentes armados são requeridos para garantir o patrimônio de indústrias e grandes empresas privadas. Os que não precisam portar armas – estimados em cerca de 60% do total - são destacados para atuar em diversos eventos, festas e casas noturnas, onde se concentra um grande número de pessoas.
“Neste último caso, o problema tem sido o uso excessivo de força para conter e retirar pessoas que causam algum tumulto. Existe muita gente mau educada, mas o vigilante que lida com o público não pode passar dos limites assim”, considera o vigilante.
Mas nem todas as empresas formam e recrutam seguranças irresponsáveis, conforme aponta Guilherme Costa, agente da Polícia Federal, órgão que autoriza e fiscaliza o serviço de segurança privada no Brasil. De acordo com ele, muitas delas são sérias. “E as empresas que contratam estes serviços também podem, e devem, se cercar de cuidados e estabelecer critérios internos para não contratar alguém despreparado”, diz.
Fonte: Tisa Moraes
Uma realidade que preocupa, entretanto, é que também tem ingressado no mercado homens e mulheres nem tão bem preparados para desempenhar suas funções. Ao mesmo tempo em que a exigência física mudou para que mais agentes pudessem ser formados como meio de suprir o aumento da demanda, o rigor em sua capacitação técnica e psicológica, apontam especialistas no ramo, também teve de ser diminuído.
Sob a condição de não ser identificado, um vigilante conta que, em cinco anos de atuação no ramo, já teve conhecimento de casos em que seguranças armados discutiram e destrataram clientes de bancos da cidade.
Além de agências bancárias, agentes armados são requeridos para garantir o patrimônio de indústrias e grandes empresas privadas. Os que não precisam portar armas – estimados em cerca de 60% do total - são destacados para atuar em diversos eventos, festas e casas noturnas, onde se concentra um grande número de pessoas.
“Neste último caso, o problema tem sido o uso excessivo de força para conter e retirar pessoas que causam algum tumulto. Existe muita gente mau educada, mas o vigilante que lida com o público não pode passar dos limites assim”, considera o vigilante.
Mas nem todas as empresas formam e recrutam seguranças irresponsáveis, conforme aponta Guilherme Costa, agente da Polícia Federal, órgão que autoriza e fiscaliza o serviço de segurança privada no Brasil. De acordo com ele, muitas delas são sérias. “E as empresas que contratam estes serviços também podem, e devem, se cercar de cuidados e estabelecer critérios internos para não contratar alguém despreparado”, diz.
Fonte: Tisa Moraes
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Países emergentes apostam alto no mercado da segurança
Os países emergentes já mudaram o equilíbrio de poder na indústria e nas finanças, agora apostam alto no mercado de seguros, que se encontra em plena expansão.
China, Índia, Brasil e Rússia, membros do Brics, além dos Emirados Árabes Unidos e Colômbia estiveram presentes no salão Milipol, evento mundial da indústria e da segurança, que aconteceu em Paris do dia 18 ao 21 de outubro.
Este setor verá sua demanda mundial aumentar 7,4% por ano até 2014, segundo um estudo da Aprodex, que fez um censo de todas as empresas que operam no ramo.
"Países como Brasil, China, Índia, México, África do Sul e Rússia vão registrar um crescimento de dois dígitos neste período" devido a prosperidade crescente acompanhada da impressão de que as forças oficiais de ordem estão sobrecarregadas e corrompidas, prevê o estudo.
Um bom exemplo de novos investimentos foi o feito pela brasileira Embraer, fabricante de aviões civis e militares, que criou no final de 2010 uma divisão de Defesa e Segurança, e desembarca em Milipol propondo sistemas de comando e controle avançados para a vigilância de fronteiras.
Outra linha de inovação vem da empresa russa Speech Technology Center, fundada em 1990, que se especializou no reconhecimento de voz. Seu sistema VoiceGrid permite identificar uma pessoa em 5 segundos.
A colombiana Armor International, nascida em 1981 em um país assolado pelas guerrillas e traficantes de drogas, vende para clientes em cinquenta países veículos, helicópteros, barcos e trens blindados.
Para o México, cenário de uma guerra contra as drogas, a Armor International propõe um blindado para o transporte de tropas, "ideal em zonas de alto risco".
Fonte: UOL
China, Índia, Brasil e Rússia, membros do Brics, além dos Emirados Árabes Unidos e Colômbia estiveram presentes no salão Milipol, evento mundial da indústria e da segurança, que aconteceu em Paris do dia 18 ao 21 de outubro.
Este setor verá sua demanda mundial aumentar 7,4% por ano até 2014, segundo um estudo da Aprodex, que fez um censo de todas as empresas que operam no ramo.
"Países como Brasil, China, Índia, México, África do Sul e Rússia vão registrar um crescimento de dois dígitos neste período" devido a prosperidade crescente acompanhada da impressão de que as forças oficiais de ordem estão sobrecarregadas e corrompidas, prevê o estudo.
Um bom exemplo de novos investimentos foi o feito pela brasileira Embraer, fabricante de aviões civis e militares, que criou no final de 2010 uma divisão de Defesa e Segurança, e desembarca em Milipol propondo sistemas de comando e controle avançados para a vigilância de fronteiras.
Outra linha de inovação vem da empresa russa Speech Technology Center, fundada em 1990, que se especializou no reconhecimento de voz. Seu sistema VoiceGrid permite identificar uma pessoa em 5 segundos.
A colombiana Armor International, nascida em 1981 em um país assolado pelas guerrillas e traficantes de drogas, vende para clientes em cinquenta países veículos, helicópteros, barcos e trens blindados.
Para o México, cenário de uma guerra contra as drogas, a Armor International propõe um blindado para o transporte de tropas, "ideal em zonas de alto risco".
Fonte: UOL
domingo, 23 de outubro de 2011
Lei que proíbe celular em banco começa a valer em São Paulo
A lei que restringe o uso de telefone celular dentro de agências bancárias na cidade de São Paulo começa a valer depois de ter sido sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) e publicada no Diário Oficial. Com a nova lei, fica proibido fazer ou receber ligações e mensagens de voz e de texto nas agências durante período de atendimento de clientes.
A medida tem como objetivo combater o crime conhecido como “saidinha de banco” e sequestros-relâmpagos. A lei já é aplicada em outras cidades. As agências devem afixar cópias da lei nos locais de circulação de clientes e placas informando a proibição do uso do celular nestes espaços. Agências que não cumprirem a lei estão sujeitas a multa de R$2500,00. Em caso de reincidência, a multa passa para R$ 5000,00. Os clientes não serão penalizados caso usem o aparelho no banco. A FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que é favorável a mudança, porém, alerta que isso não é suficiente para coibir a criminalidade.
A medida tem como objetivo combater o crime conhecido como “saidinha de banco” e sequestros-relâmpagos. A lei já é aplicada em outras cidades. As agências devem afixar cópias da lei nos locais de circulação de clientes e placas informando a proibição do uso do celular nestes espaços. Agências que não cumprirem a lei estão sujeitas a multa de R$2500,00. Em caso de reincidência, a multa passa para R$ 5000,00. Os clientes não serão penalizados caso usem o aparelho no banco. A FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que é favorável a mudança, porém, alerta que isso não é suficiente para coibir a criminalidade.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Empresa de segurança privada abre 300 vagas
O Grupo GR, empresa que atua nas áreas de segurança privada e serviços para condomínios, empresas e indústrias, abre 300 novas vagas de emprego a serem preenchidas até dezembro deste ano para porteiros (ambos os sexos).
As oportunidades são para todas as regiões da capital e Grande São Paulo (Barueri/Alphaville, Guarulhos, São Caetano, Osasco, entre outras). A faixa salarial oferecida é de até R$ 722,00 e as oportunidades são efetivas, com registro em carteira (CLT), 13º salário e outros benefícios.
Os interessados devem comparecer, com a Carteira de Trabalho, a um dos endereços da empresa (Rua Barra Funda, 296, na Barra Funda; ou Rua Mário Lopes Leão, 623, em Santo Amaro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h (exceto feriados). Os candidatos também têm a opção de encaminhar o currículo para grupogr@grupogr.com.br.
As oportunidades são para todas as regiões da capital e Grande São Paulo (Barueri/Alphaville, Guarulhos, São Caetano, Osasco, entre outras). A faixa salarial oferecida é de até R$ 722,00 e as oportunidades são efetivas, com registro em carteira (CLT), 13º salário e outros benefícios.
Os interessados devem comparecer, com a Carteira de Trabalho, a um dos endereços da empresa (Rua Barra Funda, 296, na Barra Funda; ou Rua Mário Lopes Leão, 623, em Santo Amaro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h (exceto feriados). Os candidatos também têm a opção de encaminhar o currículo para grupogr@grupogr.com.br.
Governo quer acabar com irregularidades na segurança privada
O Ministério da Justiça está preparando um projeto de lei para fechar o cerco contra as organizações irregulares que atuam na segurança privada. O titular da pasta, José Eduardo Cardozo, afirmou que está elaborando um estatuto para criar novos critérios para as empresa de vigilância e garantir uma fiscalização mais eficaz. “Temos empresas que atuam sem o mínimo de capacitação técnica, dificultando inclusive a fiscalização. Temos que dar um balizamento normativo muito claro em relação ao que pode e ao que deve fazer a vigilância privada. Temos que ser bastante rigorosos no treinamento daquelas pessoas que atuam em vigilância privada e temos que aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização sobre essa atividade”, disse.
Um texto preliminar preparado pela Polícia Federal, órgão responsável pela fiscalização da segurança privada no país, está sendo analisado pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. O projeto ainda será encaminhado à Presidência da República e ao Congresso Nacional.
Um texto preliminar preparado pela Polícia Federal, órgão responsável pela fiscalização da segurança privada no país, está sendo analisado pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. O projeto ainda será encaminhado à Presidência da República e ao Congresso Nacional.
Fonte: Agência Brasil.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Equipamentos de segurança tornam-se itens populares
O investimento em equipamentos eletrônicos de segurança deixou a categoria de itens de luxo para integrar o orçamento de famílias e estabelecimentos comerciais. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos e Serviços de Segurança (Abese) indicam que este mercado cresceu 13% no último ano e deve atingir, até o fim de 2011, um faturamento de US$ 2 bilhões.
A tecnologia é uma aliada no crescimento deste mercado. Segundo Mendonça, um circuito fechado de TV que permite ao usuário acessar as imagens das câmeras, de qualquer parte do mundo, por meio de um smartphone com conexão à internet é um dos aparelhos mais procurados hoje. “Por cerca de R$ 2,5 mil é possível supervisionar o ambiente através de quatro câmeras com visão noturna”, disse o gerente.
Há seis meses, Gustavo Bianchi Silveira, sócio-diretor de uma empresa de logística e distribuição de alimentos, investiu cerca de R$ 20 mil em 36 câmeras de segurança, cerca elétrica, sistema de alarme com sensor infravermelho e detector de presença. O sistema monitora 90% da área da empresa com o auxílio de uma central de segurança que funciona 24h. “Além de inibir invasores, consigo controlar a movimentação de mercadorias e de veículos”, disse o empresário, que ganhou em segurança, produtividade e diminuiu perdas.
Equipamentos substituem homens armados
Os equipamentos eletrônicos, muitas vezes, mais eficientes que a mão de obra humana, substituem a robustez de homens armados. Em busca da gestão inteligente de segurança, empresas investem montantes elevados. “Já vendemos um projeto corporativo de R$ 1,5 milhão para um parque industrial de uma empresa”, disse Rafael Pescumo, supervisor comercial de tecnologia de uma empresa de segurança.
Preço médio de alguns equipamentos:
Alarme não monitorado: R$ 325
Câmera profissional com infravermelho: R$ 447,50
Vídeo porteiro: R$ 859
Circuito fechado de TV com acesso via smartphone: R$ 2,5 mil
DISTRIBUIÇÃO DE CÂMERAS DE VIGILÂNCIA PELO PAÍS
53%: Sudeste
22%: Sul
12%: Centro-Oeste
9%: Nordeste
4%: Norte
A tecnologia é uma aliada no crescimento deste mercado. Segundo Mendonça, um circuito fechado de TV que permite ao usuário acessar as imagens das câmeras, de qualquer parte do mundo, por meio de um smartphone com conexão à internet é um dos aparelhos mais procurados hoje. “Por cerca de R$ 2,5 mil é possível supervisionar o ambiente através de quatro câmeras com visão noturna”, disse o gerente.
Há seis meses, Gustavo Bianchi Silveira, sócio-diretor de uma empresa de logística e distribuição de alimentos, investiu cerca de R$ 20 mil em 36 câmeras de segurança, cerca elétrica, sistema de alarme com sensor infravermelho e detector de presença. O sistema monitora 90% da área da empresa com o auxílio de uma central de segurança que funciona 24h. “Além de inibir invasores, consigo controlar a movimentação de mercadorias e de veículos”, disse o empresário, que ganhou em segurança, produtividade e diminuiu perdas.
Equipamentos substituem homens armados
Os equipamentos eletrônicos, muitas vezes, mais eficientes que a mão de obra humana, substituem a robustez de homens armados. Em busca da gestão inteligente de segurança, empresas investem montantes elevados. “Já vendemos um projeto corporativo de R$ 1,5 milhão para um parque industrial de uma empresa”, disse Rafael Pescumo, supervisor comercial de tecnologia de uma empresa de segurança.
Preço médio de alguns equipamentos:
Alarme não monitorado: R$ 325
Câmera profissional com infravermelho: R$ 447,50
Vídeo porteiro: R$ 859
Circuito fechado de TV com acesso via smartphone: R$ 2,5 mil
DISTRIBUIÇÃO DE CÂMERAS DE VIGILÂNCIA PELO PAÍS
53%: Sudeste
22%: Sul
12%: Centro-Oeste
9%: Nordeste
4%: Norte
Fonte: Flávia Ferraz
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Condomínios aderem a monitoramento eletrônico para aumentar segurança
Em busca de mais segurança e redução de custos, muitos condomínios estão optando pela contratação de sistemas de alarme monitorado. Com essa tecnologia, na maioria dos casos, pode-se substituir o vigilante ou porteiro pelo sistema eletrônico. Desse modo, apenas com a digitação de uma senha no equipamento o alarme é desarmado, evitando situações comuns em que criminosos entram no prédio apresentando uma falsa identificação na portaria.
O gerente operacional da Volpato, Cristiano Almeida, ressalta outro benefício. "O sistema de alarme, em termos de segurança, pode abranger uma área em que o porteiro ou vigilante não conseguiria compreender" disse.
Além da utilização isolada da tecnologia é possível também combinar a presença do porteiro ou vigilante com o alarme monitorado. "Neste caso o alarme auxilia o trabalhador no caso de uma tentativa de intrusão em algum local em que ele não consiga visualizar ou até mesmo no caso de ser rendido por bandidos, neste último, através do botão de pânico, que após acionado, informa à central de monitoramento que o usuário está em uma situação de risco ", completa Cristiano.
A diferença de custos na comparação a um serviço tradicional de portaria é um fator que pode ser decisivo. Com elevados gastos trabalhistas a estimativa é que ter um profissional na portaria pode representar um gasto de até 30 vezes o valor investido através da tecnologia.
O síndico de prédio, Marcos Schimi, comenta que os moradores passaram a se sentir mais seguros com a novidade recém colocada no prédio. "Ficou mais seguro e tranqüilo desde a instalação. O pessoal gostou e está se acostumando com o sistema. Todos têm cumprido a rotina de digitar a senha, porque sabem que é para própria segurança", afirmou.
A diferença de custos na comparação a um serviço tradicional de portaria é um fator que pode ser decisivo. Com elevados gastos trabalhistas a estimativa é que ter um profissional na portaria pode representar um gasto de até 30 vezes o valor investido através da tecnologia.
O síndico de prédio, Marcos Schimi, comenta que os moradores passaram a se sentir mais seguros com a novidade recém colocada no prédio. "Ficou mais seguro e tranqüilo desde a instalação. O pessoal gostou e está se acostumando com o sistema. Todos têm cumprido a rotina de digitar a senha, porque sabem que é para própria segurança", afirmou.
'País tem segurança para grandes eventos', diz secretário federal no Rio
O secretário extraodinário de Segurança do governo federal para Grandes Eventos, Ricardo Botelho, disse que o país está preparado e sabe fazer grandes eventos, pois tem experiência no assunto. Botelho falou durante a abertura do seminário de segurança pública, no Centro do Rio, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), na manhã do último dia 10.
Ele disse que já foi requisitado aos órgãos de segurança de outros países listas de nomes de conhecidos "trouble makers", ou seja, "causadores de problemas". "Não queremos hooligans nem pedófilos aqui", enfatizou.
Botelho explicou que a segurança dos grandes eventos que estão marcados para o Rio foi planejada na área da segurança no exterior, no controle de fronteiras, portos e aeroportos e na estabilidade interna. O especialista em segurança ressaltou ainda a necessidade de uma unificação de procedimentos na área de segurança de grandes eventos.
"O homem do Nordeste deve trabalhar da mesma forma que o homem do Sul", disse ele, explicando que a Secretaria Extraordinária de Segurança Pública (Sesge) coordenará as ações entre órgãos federais e locais.
O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que abriu o evento, disse que Segurança Pública é um desafio no Brasil, seja no cotidiano do cidadão ou nos grandes eventos. "Sem uma reflexão entre agentes públicos e a iniciativa privada não conseguiremos vencer esse desafio".
Ele disse que já foi requisitado aos órgãos de segurança de outros países listas de nomes de conhecidos "trouble makers", ou seja, "causadores de problemas". "Não queremos hooligans nem pedófilos aqui", enfatizou.
Botelho explicou que a segurança dos grandes eventos que estão marcados para o Rio foi planejada na área da segurança no exterior, no controle de fronteiras, portos e aeroportos e na estabilidade interna. O especialista em segurança ressaltou ainda a necessidade de uma unificação de procedimentos na área de segurança de grandes eventos.
"O homem do Nordeste deve trabalhar da mesma forma que o homem do Sul", disse ele, explicando que a Secretaria Extraordinária de Segurança Pública (Sesge) coordenará as ações entre órgãos federais e locais.
O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que abriu o evento, disse que Segurança Pública é um desafio no Brasil, seja no cotidiano do cidadão ou nos grandes eventos. "Sem uma reflexão entre agentes públicos e a iniciativa privada não conseguiremos vencer esse desafio".
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Ministério da Justiça apresenta o Projeto do Estatuto da Segurança Privada
Governo defende uso de segurança particular armada para liberar PMs. Projeto do Ministério da Justiça permite ainda contratar empresa para a vigilância de eventos, como shows e jogos.
O governo federal quer permitir a contratação de empresa privada para serviços de segurança armada em presídios, transportes coletivos e em eventos, como jogos de futebol e shows.
Chamado “estatuto da segurança privada”, o projeto foi apresentado pelo Ministério da Justiça a empresas e sindicato do setor.
Pela proposta, as empresas poderão atuar na segurança patrimonial dos presídios -inclusive para agente de muralha- mas não assumiriam o papel de carcereiros.
Elaborado sob medida para realização dos Jogos Olímpicos e para a Copa, o texto atribui ao organizador de eventos a responsabilidade pela segurança interna nos estádios e praças de show.
A intenção seria liberar os PMs hoje dedicados à segurança de jogos e estádios
O texto autoriza, em até 49%, a participação de capital estrangeiro nas empresas. Hoje, está proibido.
Um dos responsáveis pelo texto, Guilherme Vargas, da Polícia Federal, explica que a intenção é atualizar regulamentação do setor, de 1983.
Frisando que a proposta ainda está em discussão, Vargas afirma que, na prática, as empresas já exercem as atividades previstas no projeto. Mas não há regulamentação.
Segundo ele, o estatuto é discutido desde 2007. Mas o governo decidiu enviá-lo ao Congresso até o fim do ano.
A intenção, diz Vargas, é que as empresas privadas tenham ação complementar à dos órgãos de segurança.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vigilância, hoje existem 2.000 empresas no país.
Insatisfação geral
A proposta de privatizar a segurança em ambientes públicos deriva da insatisfação geral com a segurança pública, diz Gláucio Soares, professor e pesquisador da Uerj.
“Diante disso, há duas possibilidades: investir pesado na segurança pública ou especificamente na privada, que acarreta alguns riscos, entre eles fugir ao controle. “
A ideia do governo é boa, diz Luís Sapori, coordenador do centro de pesquisa em segurança pública da PUC-MG.
“O aparato público não tem condições de estar presente em todas as situações do dia a dia “, disse.
Já para o diretor-executivo da Transfretur (sindicato das empresas de transporte por fretamento de SP), Jorge Miguel dos Santos, “essa não é uma exigência do mercado”.
“É evidente que há algumas rotas que têm incidência de assalto, mas mesmo assim não justificaria [a contratação de seguranças]. O que é preciso é mais polícia nas estradas nesses trechos”, diz.
Fonte: www.folha.com
O governo federal quer permitir a contratação de empresa privada para serviços de segurança armada em presídios, transportes coletivos e em eventos, como jogos de futebol e shows.
Chamado “estatuto da segurança privada”, o projeto foi apresentado pelo Ministério da Justiça a empresas e sindicato do setor.
Pela proposta, as empresas poderão atuar na segurança patrimonial dos presídios -inclusive para agente de muralha- mas não assumiriam o papel de carcereiros.
Elaborado sob medida para realização dos Jogos Olímpicos e para a Copa, o texto atribui ao organizador de eventos a responsabilidade pela segurança interna nos estádios e praças de show.
A intenção seria liberar os PMs hoje dedicados à segurança de jogos e estádios
O texto autoriza, em até 49%, a participação de capital estrangeiro nas empresas. Hoje, está proibido.
Um dos responsáveis pelo texto, Guilherme Vargas, da Polícia Federal, explica que a intenção é atualizar regulamentação do setor, de 1983.
Frisando que a proposta ainda está em discussão, Vargas afirma que, na prática, as empresas já exercem as atividades previstas no projeto. Mas não há regulamentação.
Segundo ele, o estatuto é discutido desde 2007. Mas o governo decidiu enviá-lo ao Congresso até o fim do ano.
A intenção, diz Vargas, é que as empresas privadas tenham ação complementar à dos órgãos de segurança.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vigilância, hoje existem 2.000 empresas no país.
Insatisfação geral
A proposta de privatizar a segurança em ambientes públicos deriva da insatisfação geral com a segurança pública, diz Gláucio Soares, professor e pesquisador da Uerj.
“Diante disso, há duas possibilidades: investir pesado na segurança pública ou especificamente na privada, que acarreta alguns riscos, entre eles fugir ao controle. “
A ideia do governo é boa, diz Luís Sapori, coordenador do centro de pesquisa em segurança pública da PUC-MG.
“O aparato público não tem condições de estar presente em todas as situações do dia a dia “, disse.
Já para o diretor-executivo da Transfretur (sindicato das empresas de transporte por fretamento de SP), Jorge Miguel dos Santos, “essa não é uma exigência do mercado”.
“É evidente que há algumas rotas que têm incidência de assalto, mas mesmo assim não justificaria [a contratação de seguranças]. O que é preciso é mais polícia nas estradas nesses trechos”, diz.
Fonte: www.folha.com
domingo, 9 de outubro de 2011
Segurança privada não é sinônimo de violência
O caso do vigilante Jonatas Pereira Lima que matou um correntista do Bradesco, na última segunda-feira (3), trouxe a tona a discussão sobre a qualificação dos profissionais de segurança. O ocorrido indica o quanto a falta de capacitação e o discernimento para usar armas de fogo representam risco à sociedade brasileira.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transportes de Valores do Distrito Federal (SINDESP/DF), Irenaldo Pereira Lima, o papel do vigilante é assegurar o patrimônio de uma empresa. O policiamento ostensivo deve ficar a cargo da Polícia Militar. “Para fazer um trabalho de qualidade, o profissional da área não deve discutir com o cliente, precisa saber abordá-lo - caso haja necessidade - e, principalmente, não pode usar da violência”, considera.
Segundo o presidente, para evitar contratar pessoas que possam ter atitudes destemperadas, é imprescindível escolher empresas habilitadas pela Polícia Federal. “Optar por profissionais que atuem de acordo com a lei é o primeiro passo para garantir que o serviço seja executado com responsabilidade e, claro, combater a clandestinidade”, argumenta.
Ele afirma que o ocorrido em São Bernardo do Campo (SP) demonstrou não apenas um despreparo técnico do vigilante, mas um desequilíbrio emocional. “É importante evitar generalizações. Alguns exemplos não podem servir de parâmetro para todo um setor que, só no DF, emprega mais de 17 mil vigilantes devidamente autorizados pela Polícia Federal para atuar no mercado”, considera.
Além das fiscalizações voltadas para o setor, é de responsabilidade das empresas prezar pelo bom rendimento e saúde mental dos seus funcionários, proporcionando assim não só ao contratante qualidade no serviço adquirido, mas uma boa qualidade de vida no trabalho. A cada 90 dias, as empresas devem prestar o atendimento psicológico aos seus vigilantes que serão criticamente avaliados. O contratante deve exigir da empresa o atestado psicológico.
Além disso, o presidente ressalta os cuidados que cada deve ter na hora de contratar uma empresa: é preciso certificar quanto à idoneidade da firma e, consequentemente, do vigilante que irá executar o serviço, incluindo a exigência da apresentação do atestado de atendimento psicológico. “As empresas, por exemplo, trabalham com profissionais devidamente treinados, cientes da importância de sua função e dos desdobramentos de seus próprios atos. Indico que, antes de assinar qualquer contrato, o cliente faça uma pesquisa, avalie a estrutura e o histórico da empresa. Se necessário, consulte a Polícia Federal para ter certeza de que a empresa tem autorização para atuar no mercado”, conclui Irenaldo.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transportes de Valores do Distrito Federal (SINDESP/DF), Irenaldo Pereira Lima, o papel do vigilante é assegurar o patrimônio de uma empresa. O policiamento ostensivo deve ficar a cargo da Polícia Militar. “Para fazer um trabalho de qualidade, o profissional da área não deve discutir com o cliente, precisa saber abordá-lo - caso haja necessidade - e, principalmente, não pode usar da violência”, considera.
Segundo o presidente, para evitar contratar pessoas que possam ter atitudes destemperadas, é imprescindível escolher empresas habilitadas pela Polícia Federal. “Optar por profissionais que atuem de acordo com a lei é o primeiro passo para garantir que o serviço seja executado com responsabilidade e, claro, combater a clandestinidade”, argumenta.
Ele afirma que o ocorrido em São Bernardo do Campo (SP) demonstrou não apenas um despreparo técnico do vigilante, mas um desequilíbrio emocional. “É importante evitar generalizações. Alguns exemplos não podem servir de parâmetro para todo um setor que, só no DF, emprega mais de 17 mil vigilantes devidamente autorizados pela Polícia Federal para atuar no mercado”, considera.
Além das fiscalizações voltadas para o setor, é de responsabilidade das empresas prezar pelo bom rendimento e saúde mental dos seus funcionários, proporcionando assim não só ao contratante qualidade no serviço adquirido, mas uma boa qualidade de vida no trabalho. A cada 90 dias, as empresas devem prestar o atendimento psicológico aos seus vigilantes que serão criticamente avaliados. O contratante deve exigir da empresa o atestado psicológico.
Além disso, o presidente ressalta os cuidados que cada deve ter na hora de contratar uma empresa: é preciso certificar quanto à idoneidade da firma e, consequentemente, do vigilante que irá executar o serviço, incluindo a exigência da apresentação do atestado de atendimento psicológico. “As empresas, por exemplo, trabalham com profissionais devidamente treinados, cientes da importância de sua função e dos desdobramentos de seus próprios atos. Indico que, antes de assinar qualquer contrato, o cliente faça uma pesquisa, avalie a estrutura e o histórico da empresa. Se necessário, consulte a Polícia Federal para ter certeza de que a empresa tem autorização para atuar no mercado”, conclui Irenaldo.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Copa sem terror
As autoridades de segurança e de inteligência que atuarão na Copa do Mundo de 2014 estão inquietas. Avaliam que a neutralidade brasileira numa era marcada por conflitos internacionais não é suficiente para livrar o País de atentados terroristas. O Brasil, entendem, pode, sim, se tornar alvo de extremistas, caso não se salvaguarde adequadamente. A preocupação faz sentido diante da magnitude de uma festa que terá a presença de dezenas de chefes de Estado – alguns deles inimigos jurados das organizações terroristas –, cerca de 600 mil turistas estrangeiros, além dos 3,2 milhões de brasileiros que transitarão entre as cidades-sede da Copa durante os jogos. A organização do evento passou a dar absoluta prioridade à segurança. “Estamos nos prevenindo contra eventuais ataques e criando as condições para uma Copa em que o Brasil saia engrandecido”, afirma o delegado federal José Ricardo Botelho, titular da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, recém-criada pelo Ministério da Justiça.
Botelho está organizando o maior aparato de segurança preventiva de que se tem notícia. Uma de suas tarefas é tirar do papel uma meta que até aqui desafiou as autoridades: a integração dos órgãos de segurança espalhados pelo País, vinculando-os a uma central internacional de operações que estará em rede online com as mais importantes corporações policiais do mundo. As maiores parceiras serão as agências dos países que têm mais experiência no monitoramento e combate ao terrorismo. “As instituições vão se falar”, garante Botelho. Ao todo, haverá cerca de 70 mil policiais atentos à segurança da Copa de 2014, com a missão de prevenir ameaças terroristas.
O trabalho já começou. Há dois meses, peritos da PF iniciaram por Brasília, no novo estádio Mané Garrincha, o projeto piloto da fiscalização que será aplicado nas obras das 12 cidades-sede. Robôs simuladores, cães farejadores e equipamentos modernos de detecção de artefatos foram testados com sucesso. A partir de agora, serão usados rotineiramente. Cada estádio a ser entregue à Fifa terá uma espécie de selo de segurança, atestando que nenhum artefato ou equipamento programável por controle remoto foi infiltrado nas estruturas da obra. Nos canteiros de obras, os operários receberão treinamento padrão de segurança. Cerca de 30 mil trabalhadores, empregados na construção dos estádios, serão os primeiros brasileiros a receber o novo e moderno documento de identidade conhecido por Registro de Identificação Civil (RIC), que reunirá, num único chip, todas as informações sobre a vida do cidadão. Engenheiros ou mestres de obras serão orientados a comunicar às autoridades policiais qualquer ocorrência estranha.
Trata-se de uma mudança de postura e de conceito em termos de segurança. A ingênua percepção de que o Brasil é um paraíso inatacável deu lugar à vigilância quase obsessiva. Quem tem a responsabilidade de refletir sobre segurança jamais esquece que os ataques que derrubaram as torres gêmeas em Nova York, não nasceram no 11 de setembro de 2001, mas anos antes, quando jovens estrangeiros chegaram aos EUA em busca de cursos de aviação. O serviço de imigração da PF está sendo reforçado e já acompanha a movimentação de estrangeiros em trânsito. Embora nada de grave tenha sido constatado, já foram requisitadas informações sobre turistas vindos dos Estados Unidos e da Polônia, Alemanha e Holanda.
No mês da Copa, o controle será ainda mais rigoroso. “Os indesejáveis vão voltar do aeroporto”, avisa o diretor-geral da PF, Leandro Coimbra. Entre as mais importantes ferramentas de prevenção, destaca-se um banco de dados que, a um custo estimado de R$ 15,5 milhões, ligará a um comando central sediado em Brasília todas as polícias estaduais, guardas-civis metropolitanas, defesa civil, bombeiros e demais organismos do sistema de segurança. Na central de operações, PF, Abin, Forças Armadas e Interpol estarão integradas e em contato permanente com as agências internacionais.
Botelho está organizando o maior aparato de segurança preventiva de que se tem notícia. Uma de suas tarefas é tirar do papel uma meta que até aqui desafiou as autoridades: a integração dos órgãos de segurança espalhados pelo País, vinculando-os a uma central internacional de operações que estará em rede online com as mais importantes corporações policiais do mundo. As maiores parceiras serão as agências dos países que têm mais experiência no monitoramento e combate ao terrorismo. “As instituições vão se falar”, garante Botelho. Ao todo, haverá cerca de 70 mil policiais atentos à segurança da Copa de 2014, com a missão de prevenir ameaças terroristas.
O trabalho já começou. Há dois meses, peritos da PF iniciaram por Brasília, no novo estádio Mané Garrincha, o projeto piloto da fiscalização que será aplicado nas obras das 12 cidades-sede. Robôs simuladores, cães farejadores e equipamentos modernos de detecção de artefatos foram testados com sucesso. A partir de agora, serão usados rotineiramente. Cada estádio a ser entregue à Fifa terá uma espécie de selo de segurança, atestando que nenhum artefato ou equipamento programável por controle remoto foi infiltrado nas estruturas da obra. Nos canteiros de obras, os operários receberão treinamento padrão de segurança. Cerca de 30 mil trabalhadores, empregados na construção dos estádios, serão os primeiros brasileiros a receber o novo e moderno documento de identidade conhecido por Registro de Identificação Civil (RIC), que reunirá, num único chip, todas as informações sobre a vida do cidadão. Engenheiros ou mestres de obras serão orientados a comunicar às autoridades policiais qualquer ocorrência estranha.
Trata-se de uma mudança de postura e de conceito em termos de segurança. A ingênua percepção de que o Brasil é um paraíso inatacável deu lugar à vigilância quase obsessiva. Quem tem a responsabilidade de refletir sobre segurança jamais esquece que os ataques que derrubaram as torres gêmeas em Nova York, não nasceram no 11 de setembro de 2001, mas anos antes, quando jovens estrangeiros chegaram aos EUA em busca de cursos de aviação. O serviço de imigração da PF está sendo reforçado e já acompanha a movimentação de estrangeiros em trânsito. Embora nada de grave tenha sido constatado, já foram requisitadas informações sobre turistas vindos dos Estados Unidos e da Polônia, Alemanha e Holanda.
No mês da Copa, o controle será ainda mais rigoroso. “Os indesejáveis vão voltar do aeroporto”, avisa o diretor-geral da PF, Leandro Coimbra. Entre as mais importantes ferramentas de prevenção, destaca-se um banco de dados que, a um custo estimado de R$ 15,5 milhões, ligará a um comando central sediado em Brasília todas as polícias estaduais, guardas-civis metropolitanas, defesa civil, bombeiros e demais organismos do sistema de segurança. Na central de operações, PF, Abin, Forças Armadas e Interpol estarão integradas e em contato permanente com as agências internacionais.
Ministro defende estatuto para empresas de segurança privada
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu na última terça-feira um projeto para definir a atuação de seguranças privados. Chamado de "Estatuto da segurança privada", o anteprojeto, elaborado pelo Ministério da Justiça, foi apresentado a empresas e sindicatos do setor, mas o texto ainda está em fase de discussão. Cardozo disse que uma definição mais clara da atuação dessas empresas pode "coibir abusos".
"Achamos interessante agilizar esse projeto porque eu acho correto termos um estatuto das empresas de segurança privada", disse o ministro, "justamente para que possamos coibir abusos que hoje acontecem por parte de pessoas despreparadas, pessoas não treinadas. Diariamente temos acontecimentos tristes nesse ponto."
Após a discussão entre o governo e empresas do setor, o Executivo vai finalizar o texto e enviá-lo para o Congresso Nacional. Ainda não há prazos para o envio do projeto de lei.
Cardozo falou também sobre a segurança para a Copa do Mundo de 2014. Ele disse que não há no texto do anteprojeto qualquer obrigação de haver seguranças em cada ônibus - o que, segundo ele, deixa para as empresas a decisão sobre essa necessidade.
"Não existe essa discussão ainda. O anteprojeto que foi feito pela Polícia Federal não fala em guarda em cada ônibus. Fala que a vigilância privada poderá ser utilizada em transportes coletivos. Isso já é (assim) hoje. Por exemplo: os metrôs da cidade têm vigilância privada", disse.
"Achamos interessante agilizar esse projeto porque eu acho correto termos um estatuto das empresas de segurança privada", disse o ministro, "justamente para que possamos coibir abusos que hoje acontecem por parte de pessoas despreparadas, pessoas não treinadas. Diariamente temos acontecimentos tristes nesse ponto."
Após a discussão entre o governo e empresas do setor, o Executivo vai finalizar o texto e enviá-lo para o Congresso Nacional. Ainda não há prazos para o envio do projeto de lei.
Cardozo falou também sobre a segurança para a Copa do Mundo de 2014. Ele disse que não há no texto do anteprojeto qualquer obrigação de haver seguranças em cada ônibus - o que, segundo ele, deixa para as empresas a decisão sobre essa necessidade.
"Não existe essa discussão ainda. O anteprojeto que foi feito pela Polícia Federal não fala em guarda em cada ônibus. Fala que a vigilância privada poderá ser utilizada em transportes coletivos. Isso já é (assim) hoje. Por exemplo: os metrôs da cidade têm vigilância privada", disse.
Fonte: Diogo Alcantâra
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Plano libera uso de guarda privada em prisões e ônibus
O governo federal quer permitir a contratação de empresa privada para serviços de segurança armada em presídios, transportes coletivos e em eventos, como jogos de futebol e shows.
Chamado "estatuto da segurança privada", o projeto foi apresentado pelo Ministério da Justiça a empresas e sindicato do setor.
Pela proposta, as empresas poderão atuar na segurança patrimonial dos presídios -inclusive para agente de muralha- mas não assumiriam o papel de carcereiros.
Elaborado sob medida para realização dos Jogos Olímpicos e para a Copa, o texto atribui ao organizador de eventos a responsabilidade pela segurança interna nos estádios e praças de show.
A intenção seria liberar os PMs hoje dedicados à segurança de jogos e estádios.
O texto autoriza, em até 49%, a participação de capital estrangeiro nas empresas. Hoje, está proibido.
Um dos responsáveis pelo texto, Guilherme Vargas, da Polícia Federal, explica que a intenção é atualizar regulamentação do setor, de 1983.Frisando que a proposta ainda está em discussão, Vargas afirma que, na prática, as empresas já exercem as atividades previstas no projeto. Mas não há regulamentação.
Segundo ele, o estatuto é discutido desde 2007. Mas o governo decidiu enviá-lo ao Congresso até o fim do ano.A intenção, diz Vargas, é que as empresas privadas tenham ação complementar à dos órgãos de segurança.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vigilância, hoje existem 2.000 empresas no país.
Fonte: Catia Seabra e comunicação Fatej
Chamado "estatuto da segurança privada", o projeto foi apresentado pelo Ministério da Justiça a empresas e sindicato do setor.
Pela proposta, as empresas poderão atuar na segurança patrimonial dos presídios -inclusive para agente de muralha- mas não assumiriam o papel de carcereiros.
Elaborado sob medida para realização dos Jogos Olímpicos e para a Copa, o texto atribui ao organizador de eventos a responsabilidade pela segurança interna nos estádios e praças de show.
A intenção seria liberar os PMs hoje dedicados à segurança de jogos e estádios.
O texto autoriza, em até 49%, a participação de capital estrangeiro nas empresas. Hoje, está proibido.
Um dos responsáveis pelo texto, Guilherme Vargas, da Polícia Federal, explica que a intenção é atualizar regulamentação do setor, de 1983.Frisando que a proposta ainda está em discussão, Vargas afirma que, na prática, as empresas já exercem as atividades previstas no projeto. Mas não há regulamentação.
Segundo ele, o estatuto é discutido desde 2007. Mas o governo decidiu enviá-lo ao Congresso até o fim do ano.A intenção, diz Vargas, é que as empresas privadas tenham ação complementar à dos órgãos de segurança.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vigilância, hoje existem 2.000 empresas no país.
Fonte: Catia Seabra e comunicação Fatej
sábado, 1 de outubro de 2011
Traje anti-tumulto multiameaça, com proteção balística e contra facas
Uma empresa nacional criou um traje anti-tumulto multiameaça, com proteção balística e contra facas totalmente desenvolvido no Brasil para uso em operações especiais da tropa de CHOQUE e Agentes Penitenciários.
Trata-se do traje anti-tumulto multiameaça, desenvolvido para uso em operações especiais, composto por peças modulares para o tronco, membros superiores e inferiores com estrutura em fibra de carbono e preenchimento em aramida e espuma em polietileno que garantem proteção e conforto ao usuário.
O produto, que pesa cerca de oito quilos, possui blindagem balística multi ameaça nível II e foi projetado para absorver impacto de diversos objetos incluindo os pontiagudos.
O traje anti-tumulto é composto por sete peças - além do capacete - e todos os itens são acomodados em uma mala personalizada criada e fornecida pela própria empresa. “O produto foi totalmente desenvolvido dentro do Grupo InbraFiltro e a ideia surgiu da própria demanda do mercado que não possui produtos deste tipo”, explica Jairo Candido, seu presidente.
Trata-se do traje anti-tumulto multiameaça, desenvolvido para uso em operações especiais, composto por peças modulares para o tronco, membros superiores e inferiores com estrutura em fibra de carbono e preenchimento em aramida e espuma em polietileno que garantem proteção e conforto ao usuário.
O produto, que pesa cerca de oito quilos, possui blindagem balística multi ameaça nível II e foi projetado para absorver impacto de diversos objetos incluindo os pontiagudos.
O traje anti-tumulto é composto por sete peças - além do capacete - e todos os itens são acomodados em uma mala personalizada criada e fornecida pela própria empresa. “O produto foi totalmente desenvolvido dentro do Grupo InbraFiltro e a ideia surgiu da própria demanda do mercado que não possui produtos deste tipo”, explica Jairo Candido, seu presidente.
Fonte: De segurança
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
FIFA quer atuação da Segurança Privada dentro dos Estádios
A presença da segurança privada nos Estádios da Copa do Mundo de 2014 é uma das exigências da FIFA. O setor fará o complemento à segurança pública na proteção das pessoas e do patrimônio durante o megaevento.
“Vários países já entenderam a importância dessa integração e com o Brasil não será diferente”, garante o presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança Privada e Transporte de Valores - Fenavist, Odair Conceição.
Dentro dos estádios, a expectativa é de que haja um vigilante para cada 100 torcedores. Lá eles controlarão; os crimes (furtos, roubos, lesão, homicídio, falsificação de ingressos), as manifestações violentas (torcidas rivais), as ameaças e dos ataques terroristas, as catástrofes naturais (desabamentos, incêndios), e os protestos racistas (linguajar, cartazes). Em seguida, os infratores serão entregues para as autoridades da segurança pública.
Mas para que tudo isso aconteça às empresas do segmento precisam se adequar e os trabalhadores terão de passar por novos cursos de qualificação. O coordenador Geral de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, delegado Clyton Xavier, explica que um curso de extensão está sendo formatado pela Polícia Federal e será repassado para as escolas de vigilantes.
As regras para as parcerias durante o mundial são vistas de forma positiva pelos empresários do setor. Eles acreditam que elas funcionarão como barreiras contra a clandestinidade que, além de reduzir a arrecadação de tributos; também gera trabalho informal, concorrência desleal, danos a imagem do setor de segurança privada e ameaça aos direitos e liberdade civis.
O chefe da Divisão de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, Delegado Licínio Nunes de Moraes Netto, lamenta que a sociedade, além de não denunciar, muitas vezes é incentivadora dessa prática quando escolhe uma empresa irregular só porque é mais barata. A Polícia Federal disponibiliza no site do órgão um link das empresas credenciadas na atividade.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Atividade de Vigilância e Segurança Pessoal, Valtair Lauriano, é importante que os vigilantes se interem sobre as mudanças que estão por vir, como o Novo Estatuto da Segurança Privada. A nova legislação vai estabelecer mais regras e penalidades na esfera criminal para as empresas clandestinas, além de aumentar o número de atividades pertencentes ao segmento, como a inclusão da vigilância eletrônica.
“Vários países já entenderam a importância dessa integração e com o Brasil não será diferente”, garante o presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança Privada e Transporte de Valores - Fenavist, Odair Conceição.
Dentro dos estádios, a expectativa é de que haja um vigilante para cada 100 torcedores. Lá eles controlarão; os crimes (furtos, roubos, lesão, homicídio, falsificação de ingressos), as manifestações violentas (torcidas rivais), as ameaças e dos ataques terroristas, as catástrofes naturais (desabamentos, incêndios), e os protestos racistas (linguajar, cartazes). Em seguida, os infratores serão entregues para as autoridades da segurança pública.
Mas para que tudo isso aconteça às empresas do segmento precisam se adequar e os trabalhadores terão de passar por novos cursos de qualificação. O coordenador Geral de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, delegado Clyton Xavier, explica que um curso de extensão está sendo formatado pela Polícia Federal e será repassado para as escolas de vigilantes.
As regras para as parcerias durante o mundial são vistas de forma positiva pelos empresários do setor. Eles acreditam que elas funcionarão como barreiras contra a clandestinidade que, além de reduzir a arrecadação de tributos; também gera trabalho informal, concorrência desleal, danos a imagem do setor de segurança privada e ameaça aos direitos e liberdade civis.
O chefe da Divisão de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, Delegado Licínio Nunes de Moraes Netto, lamenta que a sociedade, além de não denunciar, muitas vezes é incentivadora dessa prática quando escolhe uma empresa irregular só porque é mais barata. A Polícia Federal disponibiliza no site do órgão um link das empresas credenciadas na atividade.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Atividade de Vigilância e Segurança Pessoal, Valtair Lauriano, é importante que os vigilantes se interem sobre as mudanças que estão por vir, como o Novo Estatuto da Segurança Privada. A nova legislação vai estabelecer mais regras e penalidades na esfera criminal para as empresas clandestinas, além de aumentar o número de atividades pertencentes ao segmento, como a inclusão da vigilância eletrônica.
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