"A maioria dos jovens no Brasil hoje está exatamente na nova classe média e a percepção que tem da educação é diferente da que os jovens do passado tiveram. Eles não acham que a educação seja um instrumento para colocar um diploma na mesa ou para melhorar o seu reconhecimento social. A educação é uma ferramenta para garantir o melhor posto de trabalho. E eles estão usando parte da renda que conseguiram fazer crescer ao longo desses anos para pagar eles próprios a sua qualificação ", disse o ministro.
"E esse jovem, certamente quando coloca o seu dinheiro para pagar sua educação, não tenho dúvida de que o próximo passo será, pela primeira vez no Brasil, cobrar do administrador público, qualidade da educação", completa.
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos disse ainda que, desde 1974, quando ocupou pela primeira vez um cargo público, sempre viu as pesquisas eleitorais afirmarem que as duas principais demandas da população eram educação e saúde.
"Eu nunca vi, nesses anos todos, nenhum movimento de rua, nenhuma pressão política efetiva, a exigir do administrador público qualidade de ensino. Vi salário, plano de carreira, manutenção de emprego para merendeiras, derrubar presidente da República, vi tudo que uma agenda política pode nos colocar. Mas eu não vi a exigência da qualidade da educação", afirmou.
Fonte: O Globo e Comunicação Fatej

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