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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fator previdenciário só serve para diminuir valor dos benefícios, diz Rolim

O fator previdenciário não cumpriu o objetivo para o qual foi instituído, que era de fazer com que os trabalhadores se aposentassem mais tarde. A declaração foi feita pelo secretário de Política de Previdência Social do Ministério da Previdência, Leonardo Rolim, durante audiência pública na última terça-feira (29), na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. 

Segundo Rolim, a media só serviu para diminuir o valor dos benefícios. O secretário ainda lembrou que a Previdência Social urbana vem apresentando superávit, mas que esse desempenho não se manterá no futuro, por causa do envelhecimento da população.

“Precisamos pensar na sustentabilidade do sistema. Não consideramos o fator previdenciário uma política pública boa; ela é ruim para o país e ruim para o trabalhador”, argumentou o secretário.

Fator previdenciário
O fator previdenciário é uma fórmula que, teoricamente, retarda as aposentadorias. Quer dizer, quanto mais cedo o trabalhador se aposentar, menor é o valor do benefício.

A audiência desta terça discutiu alternativas para o fator previdenciário. Segundo Rolim, ainda não há uma proposta fechada do governo como alternativa ao fator e, por isso, é necessário discutir o assunto com a sociedade.

Com relação aos benefícios com valor superior a um salário mínimo, Rolim mostrou que, a cada 1% de aumento real, o impacto das contas previdenciárias é de R$ 1,3 bilhão. Com a sugestão de 6% de aumento para o próximo ano, o impacto será de R$ 8 bilhões.

Fonte: Bol Noticias

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Especialista cobra agilidade na segurança da Copa-14

O Brasil precisa se apressar para não correr riscos em relação à segurança do Mundial de 2014. Este foi o recado dado por Mohammed Hanzab, presidente do Centro Internacional para Segurança no Esporte (ICSS).

– Começar tarde (os preparativos de segurança) pode causar muitos problemas – afirmou Hanzab, durante painel realizado nesta terça-feira, durante o segundo dia da Soccerex.

Membro dos comitês de segurança das duas últimas Copas (2006 e 2010) e do Mundial feminino deste ano, Heinz Palme reforçou a necessidade de planejamento.

Para ele, um bom esquema de segurança para um grande evento passa não só por treinamento de pessoal e aquisição de equipamentos, mas também por ações simples. Palme citou o exemplo da Copa de 2006, na Alemanha, em que o combate à violência incluiu farta informação para os torcedores e uma campanha anti-racismo.

No caso de um país que voltará a receber um Mundial após 64 anos, o especialista alemão recomendou minimizar novas práticas, aplicando metodologias já aprovadas.

– Estamos em contato com o Brasil e tivemos um bom retorno do que se pensa para essa questão. Especialistas podem contribuir, apesar de a maior responsabilidade ser das autoridades locais. Mas há dois anos pela frente para se trabalhar isso – disse Palme.

Fonte: O Povo Online

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aposentados podem ter adicional de até 25%

Trabalhadores que, por motivos de doença, se aposentaram por invalidez podem requerer na Justiça adicional de até 25% sobre o valor de seu benefício. Decisões de Juizados Especiais Federais do Rio, Duque de Caxias e Nova Iguaçu consideram que todos os segurados que comprovarem necessitar de assistência permanente de um cuidador têm direito a um acréscimo sobre seus benefícios.

Além da revisão dos proventos, o aposentado tem direito a atrasados dos últimos cinco anos, contados a partir da entrada com o recurso. Estão no rol das doenças que dariam direito ao adicional o câncer em estágio avançado, Parkinson, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, entre outras.

ATRASADOS DE R$ 15 MIL

Segundo o advogado previdenciarista Sérgio Pimenta, no caso de uma segurada com cegueira que recebia R$ 701,92, o acréscimo nos rendimentos ficou em R$ 175,48, por mês. Já os atrasados, referentes aos últimos cinco anos, atingiram ao valor de R$ 15.196,55.

“Os 25% é um abono para o aposentado que por conta de problemas de saúde se vê obrigado a ter um cuidador. O que requer custos adicionais. A Justiça e o próprio INSS, administrativamente, já vêm reafirmando esse direito”, explica Pimenta.

Aos que se encaixam na situação especial, o especialista orienta que procure primeiro o posto do INSS e faça o requerimento da revisão. Para isso, basta que o segurado agende pelo 135 uma ida à agência e faça nova perícia.

Nesse momento é importante que o segurado leve o laudo do médico particular ou do SUS, ambos têm peso igual no processo. Caso haja negação do perito, o segurado entrará com recurso pedindo a avaliação de Junta Médica. A última instância é a Junta de Recursos do INSS.

O Dia / Aline Salgado

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

INSS: 13º começa a entrar na conta

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) libera hoje a segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas. Receberá primeiro quem ganha até um salário mínimo (R$545). Logo em seguida, a partir de 1º de dezembro, será a vez dos que ganham acima do mínimo.

Os segurados podem consultar o extrato por meio do portal da Previdência Social, www.previdencia.gov.br, na coluna ‘agenda eletrônica: segurado’, link ‘extrato de pagamentos de benefícios’. Será preciso informar o número do benefício, a data de nascimento, o nome do beneficiário e o CPF.

Dependendo do valor do benefício, o segurado terá desconto de Imposto de Renda. A primeira parcela do 13º, sem tributação, foi paga entre o fim de agosto e início de setembro.

Isenção de IR aos maiores de 75 anos

A Câmara dos Deputados analisa proposta que isenta do Imposto de Renda o salário e os demais rendimentos de pessoas com 75 anos de idade ou mais. A medida está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 69/11, do deputado Vitor Paulo (PRB-RJ).

A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Se aprovada, seguirá para a comissão especial , antes de ser votada em dois turnos pelo Plenário.

Fonte: O Dia

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ministério treina 53 mil para segurança na Copa

O Ministério da Justiça anunciou na última semana um programa para capacitar 53 mil policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, bombeiros e outros profissionais de segurança pública para atuarem na Copa de 2014 e demais eventos que o Brasil sediará. Cada profissional deverá participar de dez treinamentos diferentes em programas que serão desenvolvidos por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge).

Os 40 cursos (20 presenciais e 20 a distância) serão realizados entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013. Os instrutores responsáveis pela formação serão profissionais de segurança pública selecionados, com notório conhecimento nas temáticas. No primeiro semestre de 2014, todos os capacitados passarão por uma atualização em EAD, que vai conferir a Certificação Copa 2014. As atividades a distância serão desenvolvidas por meio da Rede de Ensino a Distância (EAD) da Senasp.

Já os cursos presenciais serão realizados nos Centros de Apoio para a Capacitação (CAPCs), instalados nos Institutos de Ensino de Segurança Pública (academias, centros de formação, etc) de cada uma das instituições (Polícia Militar, Polícia Civil e Bombeiro Militar) dos estados-sede. A Senasp também terá um centro de capacitação, em virtude da atuação da Força Nacional de Segurança Pública.

Os estados selecionarão os servidores de segurança pública e acompanharão o desempenho dos profissionais, assegurando que eles atuarão durante os eventos.

O primeiro curso, de negociador, terá início em dezembro de 2011. Serão treinados 120 especialistas nos centros de aperfeiçoamento das polícias militares nos estados de São Paulo, Bahia e Paraná e nas polícias civis de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. O número de final de profissionais dos estados a serem capacitados será definido proporcionalmente ao efetivo de cada corporação.

Por meio da Força Nacional, a Senasp capacitará 90 especialistas no tema Condutor de Cão de Faro (drogas e explosivos) e multiplicadores nas temáticas “Atendimento a Múltiplas Vítimas” (30 vagas) e “Controle de Distúrbios Civis” (90).

A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) faz parte do Ministério da Justiça e foi criada para coordenar as ações do governo federal para a segurança da Copa de 2014, da Copa das Confederações e de outros eventos indicados pela Presidência da República. A Sesge vai desenvolver políticas de segurança, capacitar profissionais e adquirir equipamentos de alta tecnologia que serão usados nos estados para os grandes eventos.

Informações no site www.mj.gov.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Projeto prevê auxílio à mulher em situação de violência doméstica

Tramita na Câmara o Projeto proposto pelo deputado Assis Melo (PCdoB-RS) que institui auxílio temporário a ser concedido pela Previdência Social a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Pela proposta, o benefício será concedido por até seis meses, com base em decisão judicial, para as seguradas que necessitem se afastar do trabalho para preservar sua integridade física e psicológica.

 O autor lembra que a Lei Maria da Penha já permite que o juiz conceda à mulher o direito de se afastar do emprego por até seis meses sem que haja rompimento do vínculo empregatício.

“Quando o juiz concede à mulher o direito de afastamento, a empresa, na maioria das vezes, suspende o contrato de trabalho. A mulher deixa de receber qualquer remuneração mensal, o que a impede de viver dignamente. Além disso, a disposição legal vigente não fornece qualquer proteção a outras trabalhadoras que não tenham vínculo empregatício”, afirmou.

Para o parlamentar, a concessão de um auxílio temporário a todas as mulheres em situação de violência doméstica e familiar contribuirá paras estimular as denúncias e gradativamente erradicar essa forma de violência.

O cálculo do benefício será feito de acordo com o salário de contribuição da segurada, respeitados o limite mínimo, correspondente a um salário mínimo, e máximo do RGPS, fixado em R$ 3.689,66. O auxílio não poderá ser acumulado com outro benefício da Previdência, inclusive o seguro-desemprego.

Fonte: Agência Câmara

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quero me aposentar proporcionalmente devido a problemas de saúde, é possível?

A internauta Andrea Sueli, de 40 anos, diz que tem mais ou menos 18 anos de serviço como professora. Ela pergunta: “devido a alguns problemas de saúde quero me aposentar proporcional, isto é possível, já que o INSS, atualmente, não tem aposentado pessoas com problemas de artrose cervical e tendinite como é meu caso?”

A advogada especializada em previdência Maria Faiock diz que o INSS aposenta de acordo com o grau de comprometimento da doença, tendo em vista o impacto que essa doença vai causar na vida laboral da pessoa.

- Em estágio leve, que não impede o desempenho da função, não tem aposentadoria. Se a doença estiver em estágio avançado, o INSS aposenta.

Ela diz que se a trabalhadora “achar que não tem mais condições, pode procurar a Justiça do Trabalho que faz esse tipo de avaliação com peritos que são especialistas – no caso dela, precisa ser um perito ortopedista”.

- Essa aposentadoria é por invalidez.

Com 18 anos de contribuição não dá para se aposentar com aposentadoria proporcional. “Ela teria que cumprir uns 30 anos de trabalho”, afirma Faiock.

- Se não conseguir de nenhuma das duas formas, ela terá que continuar trabalhando até os 30 anos de contribuição, pelo menos, ou pagar a diferença equivalente.

Fonte: R7

domingo, 20 de novembro de 2011

Gestão de operações: o segredo da Apple

A maioria dos usuários de computadores Apple nunca deram atenção pra essa pequena luz verde, mas a sua criação trás à tona uma vantagem competitiva enorme na Apple: operações. Este é o mundo da fabricação, fornecimento e logística em que o novo diretor Tim Cook ganhou a confiança de Steve Jobs. De acordo com mais de uma dúzia de entrevistas com ex-funcionários, executivos dos fornecedores e experts em gestão de operações, a Apple criou um sistema fechado onde ela controla todas as etapas da supply chain, desde o design até as vendas no varejo. Por causa do grande volume – e até um pouco de crueldade – a Apple consegue descontos enormes em peças, capacidade de produção, e transporte aéreo. “Eles levaram o sucesso operacional para um nível nunca antes visto. Sua experiência em operações é tão importante quanto sua inovação ou marketing”, diz Mike Fawkes, ex-chefe de supply chain na HP.

Então a gestão de operações é um processo-chave na Apple! Dá de ficar ainda melhor? O artigo continua com uma série de exemplos:

A Apple começou a inovar nos menores detalhes do fornecimento logo após o retorno de Steve Jobs em 1997. Na época, a maioria dos fabricantes de computadores transportavam seus produtos por via marítima, uma opção muito mais barata que o transporte aéreo. Para garantir que os novos iMacs azuis estivessem disponíveis no Natal do ano seguinte, Jobs pagou US$ 50 milhões para reservar todo o espaço disponível no frete aéreo, diz John Martin, um executivo de logística, que trabalhou com Jobs para organizar os vôos. Os rivais tiveram problemas quando quiseram reservar transporte aéreo, como foi o caso da Compaq. Da mesma forma, quando as vendas do iPod decolaram em 2001, a Apple percebeu que poderia colocar tantos aparelhos nos aviões que ficou barato transportá-los diretamente das fábricas chinesas para a casa dos consumidores! Quando um funcionário HP comprou um iPod e o recebeu alguns dias depois, acompanhando todo o processo online no site da Apple, notou que estava diante de algo extraordinário.

Pensando nas operações da Apple, fica claro que ela é muito parecida com outras grandes experts na excelência operacional, como o Wal-Mart e a Toyota. Não é que as habilidades operacionais da Apple são as melhores do mundo. Pelo contrário, é que suas operações são tão entrelaçada com tudo o que fazem, que elas são essenciais para a realização de sua estratégia no mercado.

Por exemplo, a Apple tem uma linha de produtos bem limitada. Eles não se contentam em produzir alguns produtos que atraiam a atenção mas que nunca seriam líderes de vendas. Praticamente tudo o que a Apple faz pretende ser ao mesmo tempo moderno e de grande volume. Isso significa que quando trabalham com fornecedores, estão em posição de exigir que as coisas sejam do seu jeito.

Além disso, eles pretendem dar ao cliente as coisas que eles ainda não sabem que precisam. Isso significa que eles fazem grandes apostas em novas tecnologias de produção ou componentes antes que os concorrentes saibam que precisam desta habilidade, conhecimento ou aquela peça. Tudo isso seria incrivelmente arriscado se eles não fossem tão bons em antecipar soluções que os clientes necessitam.

Baseado no texto “Operations: Apple’s secret sauce?” de Martin A. Lariviere, publicado no blog The Operations Room. Tradução e adaptação feitas por Leandro Callegari Coelho 

sábado, 19 de novembro de 2011

A década da educação no Brasil

Os resultados das transformações sócio-econômicas pelas quais passamos continuam a indicar que estamos no caminho certo. O ministério da Educação divulgou esta semana o Censo da Educação Superior no Brasil e os dados foram muito positivos. O número de matrículas, entre 2001 e 2010, mais do que dobrou. Cresceu exatos 110% em uma década.

O número de alunos matriculados atingiu 6,4 milhões de pessoas. As universidades federais tiveram um avanço substancial. Neste período, as matrículas nas federais aumentaram 86% e chegaram a 938 mil alunos. A maioria das vagas, entretanto, está concentrada em instituições privadas, com 74,2% do total de alunos do curso superior.

Este é um panorama, em maior ou menor grau, verificado no mundo inteiro, onde entidades privadas têm presença muito forte na educação, notadamente nos Estados Unidos, onde as mais bem avaliadas instituições, como Harvard, são privadas.

A mais forte expansão de vagas no ensino superior foi nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No Norte, as matrículas cresceram 148%. No Nordeste, 128,5%. A participação do Nordeste passou de 15,2% de estudantes matriculados em 2001 para 19,3%, ultrapassando a Região Sul. O Norte concentra hoje 6,5% das matrículas contra 4,7% há dez anos. Já Sul e Sudeste perderam espaço. O Sul passou de 19,8% para 16,4% e o Sudeste, de 51,7% para 48,7%.

Outro dado chamou a atenção no censo escolar: seis em cada dez alunos do ensino superior estudam à noite. As matrículas nos cursos noturnos cresceram de 56,1% para 63,5% em dez anos. Nas instituições federais predomina o atendimento diurno, com mais de 70% dos estudantes. Já as estaduais apresentam um atendimento mais equilibrado, com quase 46% dos alunos matriculados no turno da noite. Nas escolas privadas 72% dos alunos estudam à noite.

O ensino à distância progressivamente vai superando o preconceito e aumentando sua participação. A educação a distância responde atualmente por 14,6% das matrículas de graduação no ensino superior. Estes números revelam que todo o esforço do governo na educação está trazendo bons frutos.

Fonte: Primeira edição

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Recebo auxílio-doença desde 2000. Posso requerer aposentadoria?

O internauta Paulo pergunta: Minha mulher recebe auxílio doença desde abril de 2000. Ela pode requerer aposentadoria? Se sim, como ela faz para requerer isso?

A advogada Maria Faiock, especializada em previdência, alerta que o tempo em que a esposa do internauta recebe auxílio revela que ela tem uma doença crônica, então, é o caso sim de pedir aposentadoria por invalidez.

A primeira coisa, é fazer um pedido formal junto à Previdência. Na próxima perícia médica, o trabalhador deve escrever um formulário de recurso, para que seja feita uma valiação por uma junta médica para que seja concedida a aposentadoria.

Caso o pedido seja negado, o contribuinte deve entrar com o pedido na justiça, com todo o histórico médico da doença e a documentação do INSS.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Afastamento por dependência cresce 23%

O uso de álcool e drogas afasta cada vez mais brasileiros do trabalho. Entre janeiro e setembro deste ano, 31,8 mil pessoas tiraram licença por “dependência química”, 23% a mais do que no ano passado, segundo o Ministério da Previdência. Isso significa que, a cada mês, 3,5 mil pessoas são afastadas de seus empregos.

No ranking das substâncias que mais causam afastamento de profissionais no país, o álcool aparece disparado em primeiro lugar: 80% das licenças concedidas pela Previdência são causadas por alcoolismo. A conta inclui também pessoas que utilizam álcool e outras drogas.

Em segundo lugar vem a cocaína, que responde por 17% dos afastamentos. No Brasil, de acordo com estimativa da Abead (Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas), 10% da população (cerca de 19 milhões) são dependentes de álcool. Em média, 32 mil mortes por ano estão relacionadas à doenças causadas pelo alcoolismo.

Para a psiquiatra Camila Magalhães, coordenadora do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), o aumento de licenças não significa um crescimento no consumo de drogas, mas uma quebra de paradigmas nas empresas. “Hoje, em vez das empresas mandarem os funcionários embora por esse problema, preferem tratá-los.”

Camila Magalhães diz que o vínculo trabalhista depois do tratamento também facilita na recuperação. “A possibilidade de recaída é 40% maior quando a pessoa abandona o trabalho para se tratar”, afirma.

Fonte: Band

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Qual é o melhor momento para fazer um plano de previdência?

Qual o melhor momento para aderir a um plano de previdência privada? Os especialistas são unânimes em dizer: o mais cedo possível. Por duas razões. Primeiro, porque os aportes são menores, já que há mais tempo para acumular. Depois, pelos rendimentos.

As contribuições, quando somadas aos juros, que são mensais, maximizam os ganhos. “Os juros compostos fazem uma diferença gigante em prazos mais longos”, diz Sandro Bonfim, gerente de inteligência de mercado da Brasilprev. “Tempo e maximização são os principais fatores.”

Para identificar a importância de começar as contribuições o quanto antes, a Icatu Seguros elaborou uma simulação das contribuições necessárias para que uma pessoa garantir renda mensal de R$ 3,5 mil a partir dos 65 anos. Com uma rentabilidade de 8% ao ano, o contribuinte que iniciar os depósitos aos 20 anos de idade desembolsará R$ 112,00 ao mês. Aos 30, esse valor mais do que dobra, chegando a R$ 251,41, proporção que é mantida à medida que a idade avança. Começar aos 40 anos implica em contribuições mensais de R$ 592,60, e aos 50, R$ 1.595,55.

Se em vez de renda mensal, a meta for atingir um volume de poupança aos 65 anos, o impacto da idade sobre a contribuição também seria similar, segundo a Icatu. Para acumular R$ 1 milhão, por exemplo, seriam necessários aportes mensais de R$ 208,00, se o contribuinte iniciasse os depósitos aos 20 anos. Se esperar mais um tempo, deixando para começar aos 45 anos, o desembolso mensal seria de R$ 1.757,47.

Os valores dos aportes serão calculados, pelas seguradoras, de acordo com o benefício esperado e do tempo de contribuição, decisões que devem ser tomadas pelo investidor. Para investir em previdência privada, explicam, não é preciso ter uma renda mínima. Na contratação de um plano, o que se estabelece são os valores mínimos de aportes, e hoje no mercado há planos de até R$ 25 ao mês. Também não se restringe a quem está empregado e quer apenas complementar o benefício da previdência social.

 Qualquer indivíduo pode contribuir, e inclusive utilizar a previdência privada como única alternativa para planejar a renda que pretende atingir na aposentadoria. O importante, de acordo com os especialistas, é que o valor do depósito mensal não pese muito no orçamento, para que o investidor não desanime e mantenha a disciplina de poupar ao longo dos anos.
Fonte: IG

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cresce 14% a terceirização de serviços de segurança em 2011

A Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 movimentam a economia brasileira e favorecem diversos setores, como o de segurança, principalmente nas cidades sede do evento, como Rio e São Paulo.

Segundo o diretor da Unidade de Negócios Imobiliários do GRUPO GR, Alexandre Felix Ximenes, o setor de segurança começa ter grande procura com a chegada desses grandes eventos no Brasil. Com mais investimentos e recursos circulando nas grandes metrópoles, empresas privadas começam a buscar empresas de terceirização de segurança para ter mais garantia de proteção de seus patrimônios.

“O cenário é de expansão, pois o segmento de Segurança Privada surge como uma opção, atuando em conformidade com as leis e contribuindo com a segurança efetiva de pessoas e patrimônios. A previsão é que o setor cresça14% este ano em relação ao ano passado; com faturamento de R$ 15 bilhões”, ressalta Ximenes.

Dados do setor de segurança privada:

- Vigilantes no Brasil (2011): 539.979 – homens e mulheres

- Empresas especializadas em segurança no Brasil (2011): 1.498

- Estimativa de empresas clandestinas: de 3 mil a 4 mil

domingo, 13 de novembro de 2011

Brasil é 9º em ranking previdenciário, diz consultoria

O Brasil ficou em nono lugar em uma avaliação global do sistema previdenciário, segundo relatório da consultoria Mercer divulgadona última quinta-feira. Dos 16 países analisados, o Brasil apresentou a pior avaliação na categoria sustentabilidade, que inclui a reserva financeira do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e a pequena parcela da população com poupança previdenciária.

O índice brasileiro apresentou leve queda de 2010 para 2011 passando de 59,8 para 58,4. A redução, segundo a consultoria, ocorre por causa da diminuição na taxa de poupança familiar e à uma leve redução no indicador de sustentabilidade.

De acordo com o indicador, o País precisa resolver questões como a baixa incidência de poupança previdenciária pela população ativa (menos de 10%), regime de caixa administrado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), baixa participação de poupança previdenciária em percentual do Produto Interno Bruto (PIB), alto índice de investimentos em títulos do governo na formação de poupança e falta de mecanismos de aposentadoria gradual. Esses são os fatores que contribuíram para a baixa nota no quedito sustentabilidade.

A Holanda ficou em primeiro lugar no levantamento, seguida da Áustria e da Suíça. No entanto, nem mesmo os três primeiros receberam a nota A no índice e, dos 16 analisados, dez receberam nota C (grandes riscos ou deficiências) e nota D (pontos fracos significativos e omissões).

Fonte: 
Terra

sábado, 12 de novembro de 2011

Planejamento e logística de uma equipe de F1

Nos últimos anos, o calendário da F1 tem tido cada vez mais corridas, e com etapas mais distantes da base das equipes, que ficam na Europa.

Nesta temporada são 19 provas e em 2012 este número subirá para 20, o que já era esperado para este ano antes do cancelamento do GP do Bahrein.

Com tantas viagens, o trabalho de logística das equipes se torna cada vez mais importante para que os equipamentos cheguem em segurança e no momento certo em cada autódromo, garantindo a tranquilidade de mecânicos e pilotos para trabalhar em cada final de semana de corrida.

Na equipe Lotus Renault, Geoff Simmonds é o Coordenador da equipe de corridas e responsável por esta área do time. “Eu tenho que fazer o planejamento para fazer a vida de todos mais fácil. Já estamos começando o planejamento do próximo ano. O calendário é muito importante, pois temos que ver os voos”, explica o inglês de 46 anos, que está na F1 há 13 anos.

“Mas, por mais planos que vocês faça, sempre acontecem problemas de última hora. Estamos sempre tentando deixar as coisas o mais fácil possível de superar estes problemas”, continua.

No GP da índia, por exemplo, ele ficou seis horas no aeroporto de Nova Déli tentando liberar duas caixas de equipamentos do time que ficaram presas na alfandega.

Segundo Simmonds, nestas novas corridas no calendário como Índia, Coreia, Abu Dhabi e outras, que entraram nos últimos anos, a maior dificuldade é justamente fazer com que os funcionários locais entendam a importância da rapidez em todos os processos da F1.

“O problema é que trabalhamos com pessoas que não estão acostumadas e não entendem a urgência das coisas. Então é um pouco mais estressante neste sentido”, comenta o inglês sobre os novos países visitados pela categoria.

Em cada etapa, são transportados 34 mil quilos de equipamentos pela equipe. Nas provas na Ásia, Oceania e Américas, este material vai de avião, na Europa, de caminhão.

“Eu chego uma semana antes para ver como é espaço e tudo. Os caminhões saem no domingo anterior ao da corrida. A primeira parte da equipe chega na segunda-feira à noite e começa o trabalho na terça-feira. Quando é uma corrida longe, a equipe voa no domingo à noite e chega um dia antes do normal.”

“Tudo está pronto no box na terça-feira e os mecânicos começam a trabalhar nos carros na quarta-feira”, diz o funcionário da Lotus Renault GP.

No domingo, logo pela manhã, o trabalho de desmontagem do material que não é utilizado na corrida já é iniciado. No final do dia, algumas horas depois da corrida, já está quase tudo pronto. Em meio a todo este trabalho, Geoff raramente acaba conseguindo ver a corrida, razão pela qual tudo isso é necessário.

“Às vezes vejo as primeiras e as últimas voltas, mas normalmente não tenho muito tempo de ver a corrida. A não ser que eu esteja fazendo algum trabalho em que eu fique na garagem ou no pitlane.”

Durante o ano, Simmonds fica 223 dias longe de casa, viajando o mundo, sendo um dos primeiros a chegar nos autódromos e um dos últimos a sair. Apesar de tantos lugares e novas experiências, ele comenta que quase nunca consegue realmente conhecer os lugares os que visita.

“Nunca temos tempo. É muito raro. Às vezes quando temos duas semanas entre as corridas e não voltamos, como aconteceu este ano entre Austrália e Malásia, que pudemos ficar um tempo em Brisbane, mas a maior parte do pessoal prefere voltar para casa e ver suas famílias.”

De qualquer forma ele afirma que gosta de seu trabalho, especialmente pela possibilidade de interagir com novas pessoas, em casa país que passa. “Sou muito sortudo. Existem momentos difíceis, em que você fica mais forte. Sou um privilegiado.”

Fonte: Lucas Santochi

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mais privilégios às mulheres na previdência social

As mulheres têm tratamento diferenciado na nossa previdência desde o seu princípio. Podem se aposentar 5 anos antes, embora vivam, em média, 5 a mais do que os homens, o que dá 10 anos a mais de aposentadoria.

A dupla jornada, a sua pouca representatividade no mercado de trabalho no século passado, a longevidade maior decorrente do seu instinto de preservação e dos maiores cuidados com a saúde são algumas razões dessa diferença.

Muitos dizem que é privilégio, diante da sua participação no atual mercado de trabalho e da sua representatividade nas contas da previdência. Pois vem mais barulho por aí. Especialistas perceberam outra vantagem delas no cálculo da aposentadoria.

No fator previdenciário, a expectativa de sobrevida está no denominador, na parte de baixo da fórmula. Assim, quanto maior ela for, menor a aposentadoria.

Ocorre que essa sobrevida divulgada pelo IBGE não é a dos homens, mas sim uma média entre homens e mulheres. Como a sobrevida delas é maior, elas puxam a média para cima, o que diminui a aposentadoria deles e aumenta a delas.

Pois a Justiça Federal de São Paulo abre precedente ao reconhecer esse prejuízo aos aposentados do INSS. Eles podem ter direito a reajuste de até 8% e atrasados que somariam R$ 9 mil.

Fonte: Renato Follador 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Justiça cancela o INSS cobrado no aviso-prévio

A cobrança da contribuição previdenciária sobre o aviso-prévio indenizado foi impedido por uma associação que reúne empresas do setor de serviços de São Paulo e outros Estados.

Esse pagamento é feito ao funcionário que é demitido sem justa causa e sem a necessidade de trabalhar por mais 30 a 90 dias, conforme o seu tempo de serviço. De acordo com o salário recebido o desconto para o trabalhador sobre o valor pode ser de 8% a 11%.

Quem ganha mais do que o teto do INSS, que hoje é de R$ 3.691,74, pode chegar a receber R$ 406,09 . O INSS, na maioria dos casos, não inclui essa contribuição no cálculo da aposentadoria.

Pela decisão, a juíza federal Cecília Mello do TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) confirmou o pedido feito pela Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços) para que não houvesse o desconto sobre o aviso-prévio indenizado.

Trabalhadores domésticos: novos direitos à vista

Foi aprovada pelo Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC ) 478/10, que pretende reduzir a 5% a alíquota de contribuição dos trabalhadores domésticos. A proposta segue para votação pela Câmara dos Deputados.

Categoria profissional com maior índice de informalidade, pelo IBGE, em 2009, apenas 29% dos empregados domésticos possuíam carteira assinada. O trabalhador doméstico é aquele que presta serviço na casa de outra pessoa ou família, desde que essa atividade não tenha fins lucrativos para o empregador. São empregados domésticos: governanta, jardineiro, motorista, caseiro, doméstica e outros.

Atualmente os empregadores pagam 12% à Previdência Social e os empregados domésticos 8%, 9% ou 11%, de acordo com a remuneração que recebem. A lei previdenciária vigente não discrimina o empregado doméstico dos demais empregados. Porém, pela lei trabalhista há diferenças, pois os domésticos não têm direito a Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e horas-extras.

A Constituição Federal estabelece direitos diferenciados; dos 33 direitos assegurados aos trabalhadores em geral, apenas nove deles são para os empregados domésticos. Já era tempo de revogar essa distinção.

“A proposta é relevante por garantir constitucionalmente a igualdade de direitos a todos os trabalhadores e por ratificar a convenção da Organização Internacional de Trabalho (OIT, Convenção 189/11), que garante à classe igualdade de direitos”, afirma o especialista em direito previdenciário Humberto Tommasi, sócio-diretor da Tommasi Advogados.

Direitos Previdenciários que o Empregado Doméstico tem direito:

Licença-Paternidade de 5 dias (art. 10, § 1º, do ADCT)
Licença-Gestante de 120 dias
Aviso Prévio
Auxílio-Doença
Auxílio-Acidente
Auxílio-Reclusão
Aposentadoria por idade
Aposentadoria por tempo de contribuição
Aposentadoria por invalidez
Pensão por Morte
Reabilitação profissional em virtude de perda da capacidade laboral.

Tabela de Contribuição dos Empregados Domésticos (vigente desde 01/07/2011)

Empregado Doméstico que contribui sobre salário de até 1107,52 contribui com 8%
Empregado Doméstico que contribui sobre salário de 1107,52 até 1845,87 contribui com 9%
Empregado Doméstico que contribui sobre salário de 1845,87 até 3691,74 contribui com 11%


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ensino superior cresce 110% em 10 anos no Brasil

Na última década, de 2001 a 2010, o crescimento do acesso ao ensino superior no Brasil foi de 110,1%. Os dados são do Censo da Educação Superior 2010, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), que mostram também que, de 2009 a 2010, o número de brasileiros que buscam fazer um curso de graduação aumentou 7,1%. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste cresceu a participação percentual no número de matrículas de 2001 para 2010, em contrapartida ao decréscimo da participação das regiões Sudeste e Sul.

Segundo o levantamento do Inep, o Brasil tinha, em 2010, 6.379.299 matrículas em 29.507 cursos de graduação presenciais e a distância, oferecidos por 2.377 Instituições de Ensino Superior. O aumento de matrículas em cursos de graduação pode ser decorrente da maior oferta de cursos a distância e tecnológicos ¿ somente os cursos na modalidade a distância atingiram 14,6% do total do número de matrículas no Brasil.

Os cursos presenciais atingem os totais de 3.958.544 matrículas de bacharelado, 928.748 de licenciatura e 545.844 matrículas de grau tecnológico. A educação a distância, por sua vez, soma 426.241 matrículas de licenciatura, 268.173 de bacharelado e 235.765 matrículas em cursos tecnológicos.

Universidades são as mais procuradas
A maior parte das matrículas, em 2010, continuou concentrada nas universidades (54,3%), seguida das faculdades (31,2%) e dos centros universitários (14,5%). Ao longo do período, verifica-se a diminuição percentual da participação do número de matrículas das universidades e o aumento percentual da participação das faculdades e dos centros universitários.

Apesar do número de matrículas estar concentrado nas universidades, as faculdades correspondem ao maior número de instituições na educação superior. Em 2010, o número de faculdades correspondia a 2.025 do total.


Fonte:Terra

Justiça faz estatuto para segurança privada

O Ministério da Justiça está preparando projeto de lei com um estatuto da segurança privada, informou na última segunda-feira o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo ele, é preciso criar novos critérios para as empresa de vigilância e garantir uma fiscalização mais eficaz sobre o segmento.

“É de fundamental importância que a gente corrija situações que hoje existem. Temos empresas que atuam sem o mínimo de capacitação técnica, dificultando inclusive a fiscalização. Temos que dar um balizamento normativo muito claro em relação ao que pode e ao que deve fazer a vigilância privada. Temos que ser bastante rigorosos no treinamento daquelas pessoas que atuam em vigilância privada. E temos que aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização sobre essa atividade”, disse.

Um texto preliminar preparado pela Polícia Federal, órgão responsável pela fiscalização da segurança privada no país, está sendo analisado pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. O projeto ainda será encaminhado à Presidência da República e, posteriormente, ao Congresso Nacional, para ser aprovado.

“A segurança privada tem um papel importante, mas tem que ser um papel muito bem marcado por regras, por normas e por condições que possam fazer dela uma atividade segura e bem fiscalizada pelo Poder Público”, acrescentou.

Fonte: Da Agência Brasil